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NC² vai produzir caminhões no Brasil
Diário do Grande ABC
O segmento brasileiro de caminhões terá um novo participante em breve. A NC², empresa criada em setembro do ano passado pela parceria entre a Navistar e a Caterpillar, confirmou que vai iniciar a produção e a comercialização no Brasil.
Informações mais detalhadas desse projeto deverão ser divulgadas apenas em março, mas especialistas avaliam que vários fatores tornam atrativo o mercado nacional, despertando o interesse de mais competidores.
A consultora Tereza Maria Fernandez Dias da Silva, da MB Associados, observa que a idade da frota no País é elevada (17 anos e meio) e 80% do transporte de cargas é rodoviário. Além disso, a atividade, embora tenha se retraído 11,5% no ano passado (quando foram comercializados 109 mil unidades de veículos), tem muito potencial de crescimento. Ela projeta expansão de 39,6% neste ano.
Outro especialista, Paulo Roberto Garbossa, da ADK Automotive, concorda que há boas perspectivas, em função do ano eleitoral e, nos próximos anos, por conta das obras necessárias de infraestrutura e logística e devido à Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.
Ele acrescenta que os programas de inspeção veicular também devem forçar os transportadores a renovarem a frota mais rapidamente.
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Garbossa cita ainda que a NC² chega com a “bagagem” de mercado das empresas parceiras. A Navistar é líder na fabricação de veículos de carga nos Estados Unidos e já teve produção de caminhões no Brasil, com a marca International – de 1998 a 2002 -, e ainda fabrica motores a diesel – é dona da MWM, que tem unidade em Canoas (RS).
E a Caterpillar, que já atua no País, lidera na produção de equipamentos pesados e tem faturamento mundial de US$ 32 bilhões ao ano.
“Diferentemente algumas marcas chinesas, a NC² tem poder para competir”, avalia Tereza.
No entanto, grandes montadoras instaladas no Grande ABC, como a Ford, Mercedes-Benz e Scania, a princípio, não teriam motivos para se preocupar, segundo os especialistas. “Há espaço para mais competidor”, afirma a consultora. “Essas marcas estão consolidadas. Leva tempo (para crescer no mercado)”, acrescenta o diretor da ADK Automotive.
Fonte: Diário do Grande ABC | www.dgabc.com.br
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Lula quer manter economia em ritmo acelerado
O Estado de S. Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que a economia seja mantida em “ritmo acelerado” neste ano, segundo relato do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. A manifestação do presidente foi feita ontem, durante reunião semanal do grupo de coordenação política do governo.
Segundo Padilha, Lula quer que os integrantes do governo se preocupem diariamente com o crescimento econômico para “fazer 2010 melhor que 2009″.
Na reunião de coordenação, no Centro Cultural Banco do Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, relatou que os empresários presentes ao Fórum Econômico de Davos (Suíça), no fim de janeiro, apontaram o Brasil como o país que mais vai gerar empregos em 2010. Em sua exposição, segundo Padilha, Mantega manifestou tranquilidade em relação à economia brasileira.
“Tivemos países europeus que tiveram crescimento muito grande da divida pública, correndo situações de risco por causa disso. E a economia americana está retomando o crescimento, mas não em ritmo tão intenso como está ocorrendo no Brasil”, afirmou Padilha.
Fonte: O Estado de S. Paulo | www.estadao.com.br
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Finame preocupa setor de caminhões
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* Automotive Business
O mercado de caminhões ficou abalado em janeiro por conta da falta de fluidez dos recursos do Finame – BNDES. O fato preocupa o mercado, que já projetava recuperação para o ano. Executivo da indústria de caminhões, que prefere não se identificar, adverte para a escassez de recursos nas operações Finame em financiamentos. O problema teria se agravado no final do ano passado, trazendo preocupação quanto ao desempenho do segmento em janeiro e fevereiro – justamente no momento de retomada do mercado.
Segundo o diretor das Operações de Caminhões para a Ford América do Sul, Oswaldo Jardim, a liberação de recursos do Finame ficou “parada” por cerca de 20 dias durante janeiro. “O BNDES teve uma surpresa com o volume de financiamentos no segundo semestre (2009) e por isso houve uma necessidade de reavaliar os recursos. Então, houve uma certa diminuição da velocidade dos novos financiamentos”, afirmou Jardim a Automotive Business. A expectativa do executivo é que as operações voltem à normalidade até o fim de fevereiro.
O diretor da Ford afirmou, ainda, que o Finame não deve perder participação na compra de caminhões no mercado brasileiro. Mas, por outro lado, para evitar gargalos, a Ford passou a oferecer financiamentos para caminhões de sete e oito toneladas. “Estamos oferecendo para aqueles que não querem esperar pelo Finame. E está muito vantajoso, perto do Finame, principalmente no segmento de leves”, disse o executivo da Ford.
Já o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, confirmou um “embaraço com o Finame” durante o mês de janeiro e alegou que foram questões “administrativas e burocráticas” – já resolvidas, segundo o executivo. Schneider destacou, ainda, que o Finame está sendo essencial para a recuperação do setor de caminhões.
PSI
Executivo do BNDES admitiu a Automotive Business que pode ter acontecido alguma dificuldade no final do ano passado na liberação de recursos do programa PSI, para financiamento de ônibus, chassis e carrocerias para ônibus, caminhões, semirreboques e bens de capital.
A demora seria justificada pela atratividade da operação, que necessita de recursos complementares do Tesouro Nacional, e do excesso de procura. As operações comuns de Finame estariam normalizadas.
Mercado
Em janeiro, o licenciamento de caminhões novos foi de 9.739 unidades, registrando uma queda de 24% ante o mês anterior. Segundo a Anfavea, essa queda é normal devido à sazonalidade. Na comparação com o fraco janeiro de 2009, o crescimento anotado foi de 53,7%.
Fonte: Automotive Business | www.automotivebusiness.com.br
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Pirelli inicia produção de pneus radiais agrícolas em Santo André
Diário do Grande ABC
A Pirelli montou, na fábrica de Santo André, sua primeira linha de montagem de produção de pneus radiais agrícolas no Brasil. O produto, que foi desenvolvido na unidade do Grande ABC, foi lançado ontem na feira Show Rural Coopavel, em Cascavel, Paraná – evento que teve início ontem e vai até sexta.
Parte do investimento global de US$ 400 milhões no País (o valor específico para a área agrícola não foi divulgado) no período de 2008 a 2011 a nova linha tem tecnologia que colabora para melhorar a transferência da potência da máquina para o solo, segundo o diretor da unidade de negócios caminhões e agro da Pirelli, Flávio Bettiol Júnior.
Os pneus radiais têm estrutura interna diferente dos convencionais. Enquanto esses últimos têm cintas têxteis cruzadas na diagonal, os primeiros têm disposição da carcaça no sentido do raio do produto, o que daria mais consistência e rigidez. “Com isso, aumenta o rendimento, permite o triplo de horas trabalhadas”, afirma.
Bettiol Júnior explica ainda que a entrada no segmento tem como foco um setor ainda pouco explorado na área rural, o de tratores de alta potência (por exemplo, de 300 cavalos-vapor).
Estima-se que os radiais representem hoje apenas 2% a 3% dos equipamentos agrícolas, mas a perspectiva da companhia é de que, dentro de cinco anos, passem a responder por 10% a 15% do total.
“O percentual de mecanização do campo deve crescer muito e a tendência é de que o mercado de pneus radiais acompanhe esse ritmo”, disse o diretor.
Liderança
A Pirelli é líder na área do agronegócio, com cerca de 30% de participação nas vendas no País, e a meta da companhia é ocupar percentual semelhante no segmento dos radiais para a área rural. A fabricante aposta também na expansão do segmento agrícola no Brasil, ao projetar aumento da demanda de 20%, no período de 2010 a 2013.
O plano de investimentos de US$ 400 milhões prevê ampliar a produção em 40% para a atividade e também para construção civil e mineração, com o objetivo de consolidar a liderança na América Latina.
Contratações
A unidade fabril de Santo André vem contratando. A empresa não informou qual tem sido o volume de admissões mas, segundo o Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo, a fábrica conta hoje com cerca de 2.050 funcionários, dos quais aproximadamente 70 pessoas foram contratadas neste ano como temporários.
Fonte: Diário do Grande ABC | www.dgabc.com.br
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Para especialista, problema da Toyota foi a pressa
O Estado de S. Paulo/Jornal da Tarde
Um momento delicado, de grande desafio, mas que não afetará a imagem da maior fabricante de veículos do mundo. Essa é a análise que Luiz Carlos Mello, diretor do Centro de Estudos Automotivos e ex-presidente da Ford do Brasil, faz da gigantesca confusão em que a Toyota se meteu ao demorar para diagnosticar e, posteriormente, convocar mais de 8 milhões de veículos para reparos, o que se caracteriza como o maior recall da história feito por uma montadora. De acordo com o especialista, a empresa tem capacidade técnica e financeira para resolver os defeitos nos sistemas de freios e acelerador de alguns de seus carros.
Para Melo, a raiz do problema pode estar ligada à pressa que a fabricante japonesa teve em assumir o posto de número um no mundo e, consequentemente, aumentar sua capacidade produtiva para se manter no topo. “O grande erro é tentar prever o futuro. Em geral, as grandes marcas não declaram que vão ser líderes. A Toyota buscou a liderança com qualidade. Mas, em alguma etapa, o processo de qualidade foi prejudicado.”
Mesmo com as dimensões do recall, ainda não é possível dizer quais fabricantes sairão da crise ganhando ou perdendo, segundo Melo. Para ele, num mercado competitivo como o dos Estados Unidos é, no mínimo, arriscado oferecer bônus para quem quiser trocar um Toyota por modelo de outra marca, como Ford e GM estão fazendo.
“Não chega a ser antiético, mas é deselegante. Ações como essa não trarão grandes resultados e são de curto prazo. A Toyota tem uma excelente imagem, que foi construída ao longo dos anos. E isso só vai mudar se outras convocações como esta ocorrerem”, explica Mello. “O ponto crucial para a Toyota, neste momento, é manter a humildade, algo que é típico dos japoneses. É preciso admitir erros e buscar repará-los de forma transparente. Caso isso não ocorra, aí sim, a maior fabricante do mundo levará uma lição que ela e as demais montadoras não esquecerão.”
Fonte: O Estado de S. Paulo | www.estadao.com.br
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Amarok chega com alta tecnologia off road
Agência Auto Informe
A picape Amarok é o resultado de uma decisão tomada há cinco anos, quando a Volkswagen decidiu entrar no segmento das picapes médias, não apenas pra aumentar as vendas, mas, segundo Jeans Effenberger, diretor de comerciais leves do grupo Volkswagen, “para mostrar que podemos e sabemos construir uma picape” “Há 60 anos – disse ele – fazemos veículos comerciais e há 25 anos produzimos veículos com tração nas quatro rodas.
Eventuais dúvidas sobre a capacidade da Volks de produzir uma picape média são imediatamente eliminadas ao tomar o volante numa pista fora de estrada, como fizemos em Bariloche, Argentina, durante o lançamento do carro na semana passada.
A Amarok não é apenas confortável, bonita, potente, robusta e valente, características naturais de uma picape que pretende atender um público de alto nível, que vai pagar mais de R$ 100 mil a partir de abril na versão topo de linha (única a chegar inicialmente). Vai além: traz equipamentos sofisticados, que hoje equipam apenas alguns fora de estrada de categoria superior.
O sistema de assistência nas decidas é um deles. Ao descer uma rampa íngreme, o motorista deve tirar os pés dos pedais. Isso mesmo: o carro controla sozinho a situação, descendo vagarosamente a rampa sem perigo. Para isso basta acionar o botão da função “off road” no console. Esse sistema funciona também nas subidas acentuadas e nas situações de terreno muito acidentado: sensores informam as condições do piso para o computador, que aciona o equipamento.
Outro item de muito valor na segurança dos ocupantes é o ABS, que permite escolher dois modos de utilização: cidade e fora-de-estrada. O sistema permite leituras diferentes de acordo com o tipo de piso, otimizando sensivelmente a segurança em frenagens ou em situação de pouca aderência para uso especial nas ações fora de estrada. Ao rodar em pisos irregulares, areia ou pedra, os pneus não conseguem tocar no solo de forma compacta, prejudicando a frenagem. O sistema da Amarok permite uma freada mais eficiente, com um arrasto bem menor do que o sistema comum.
A picape tem sistema eletrônico de controle de estabilidade (ESP), que corrige automaticamente derrapagens; bloqueio eletrônico do diferencial traseiro (EDL), que evita que as rodas girem em falso quando um dos eixos não oferece aderência total; assistente eletrônico de descidas (HDA), que em conjunto com o sistema ABS controla a aderência das quatro rodas em descidas íngremes em velocidades de até 30 km/h; e assistente eletrônico de saída em inclinações acentuadas (HHA), que impede o veículo recuar durante três segundos, mesmo sem manter o pé no freio: esse item é importante nas subidas íngremes.
Produzido na Alemanha, o motor da Amarok é um 2.0 TDI (turbodiesel) de 163cv. O sistema de injeção é commonrail com dois turbocompressores sequenciais que libera o torque de 40 kgfm já em 1.750 rpm. Segundo a montadora, a Amarok faz 12,8km por litro de diesel.
O câmbio é manual de seis marchas, produzido pela ZF no Brasil, e a tração é 4×2 traseira, com opção de tração 4×4 e de reduzida. O acionamento é feito através de um botão no console central.
A Amarok chega ao Brasil em uma única configuração: 4×4 com cabine dupla. A caçamba tem 1,55 metro de comprimento, 1,62 metro de largura e capacidade de carga de até 1.047 kg.
O preço será divulgado somente em abril, quando começam as vendas. A empresa garantiu, no entanto, que a Amarok vai custar menos do que a sua concorrente direta, a Hilux topo de linha, cujo valor de tabela é R$ 126,5 mil. A expectativa é que seu preço fique em torno de $ 120 mil.
Fonte: Agencia Auto Informe | www.autoinforme.com.br
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Ford inicia produção do “novo Fiesta brasileiro” na Índia
Globo.com/G1
A Ford iniciou a produção do Figo em Chennai, na Índia. O modelo irá substituir o hatch Fiesta nos mercados emergentes, inclusive no Brasil. No visual, para o Fiesta atual, mudam a dianteira, faróis, capô, paralama, grade frontal e vincos nas laterais.
Na índia, o novo hatch será equipado como motor 1.2 a gasolina e uma versão 1.4 turbodiesel de 68 cv, ambos acoplados ao câmbio manual de cinco marchas. Aqui, as opções de motorização deverão ser as mesmas, 1.0 e 1.6 Sigma Flex, que estreou recentemente na nova geração do Focus.
Como opcionais serão oferecidos trio elétrico, ar-condicionado, sistema de som, rodas de liga leve, freios ABS e airbag.
No Brasil, a estreia deve ocorrer no final do ano que vem, e inclui a versão hatch e sedã. Há a possibilidade do modelo ser apresentado oficialmente durante o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro.
No final de 2011 está prevista a chegada ao Brasil da nova geração do Fiesta, que foi lançada nos Estados Unidos em dezembro. O hatch, igual ao modelo europeu, deverá ser posicionado uma categoria acima do Figo e conviverá por aqui com o modelo indiano.
Fonte:Globo.com/G1 | www.g1.globo.com
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Vendas de automóveis na China sobem 115,5% em janeiro
Folha de S. Paulo/Reuters
A venda de automóveis na China disparou 115,5% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano anterior, informou a Associação de Fabricantes de Automóveis do país nesta terça-feira. Segundo a instituição, a demanda teve forte crescimento, com a proximidade do ano-novo chinês.
Um total de 1,32 milhão de carros foram vendidos no mês passado no país, contra 610.600 unidades vendidas há um ano e 1,1 milhão vendidas em dezembro de 2009, informou a associação.
O feriado de uma semana, que começa em 14 de fevereiro, marca a maior temporada de compras para os chineses que gastam sem pudores em bens que vão de televisores de tela plana aos mais recentes aparelhos digitais.
Porém, analistas notaram que o forte crescimento de janeiro foi um tanto distorcido por uma base comparativa baixa de um ano antes, quando as vendas de automóveis caíram 7,76% em meio à lentidão da economia no período.
A venda de carros na China se recupera fortemente desde abril de 2009, fazendo do país um grande ponto positivo em meio à recessão global da indústria. O movimento tem sido incentivado pela política de Pequim, que promoveu medidas como corte de impostos sobre vendas de carros compactos para 5% e concessão de subsídios para compradores de zonas rurais.
Para continuar a fortalecer a indústria de automóveis, um grande mecanismo de crescimento, o governo chinês expandiu seus subsídios a compradores de veículos na zona rural no início de 2010. A taxa sobre vendas de carros compactos, contudo, subiu para 7,5%, mas ainda foi mais baixa que o imposto anterior, de 10%.
Fonte: Folha de S. Paulo| http://www.folha.uol.com.br/
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Toyota volta a produzir nos EUA modelos atingidos por megarrecall
Folha de S. Paulo/France Presse
A montadora japonesa Toyota anunciou nesta segunda-feira a retomada completa de sua produção na América do Norte dos modelos retirados do mercado por problemas no acelerador, disse um porta-voz da empresa.
A Toyota se viu forçada a anunciar um recall de mais de oito milhões de veículos desde setembro do ano passado, em consequência de um problema no pedal do acelerador, que pode ficar bloqueado quando é pisado com intensidade.
Fazem parte do recall na Europa os modelos Aygo, iQ, Yaris, Auris, Corolla, Verso, Avensis e RAV4. Nos EUA os modelos são Avalon, Camry, Corolla, Highlander, Matrix, RAV4, Sequoia e Tundra.
O presidente da Toyota, Akio Toyoda, pediu desculpas na sexta-feira por uma série separada de recalls. Na ocasião, o executivo informou que a companhia estava correndo para chegar a uma decisão sobre o Prius, enquanto tentava restaurar a confiança dos consumidores.
Também na sexta-feira, a montadora informou que o custo do megarecall pode chegar a 180 bilhões de ienes (US$ 1,98 bilhão), com 110 bilhões de ienes (US$ 1,21 bilhão) para reparos e de 70 bilhões de ienes (US$ 770 milhões) a 80 bilhões de ienes (US$ 880 milhões) em vendas perdidas.
A Toyota tem estado sob intenso exame, com autoridades de segurança dos EUA e membros da administração do presidente norte-americano Barack Obama acusando a empresa de ter sido muito lenta sobre os problemas relacionados à aceleração descontrolada que estão relacionados a até 19 mortes em acidentes de veículos ocorridos no país na última década.
Hoje, uma fonte informou que a montadora já está se preparando para um recall mundial do Prius. A primeira etapa aconteceria no Japão, com anúncio previsto para terça-feira, e seria seguida por convocações de proprietários de veículos nos Estados Unidos, Europa e outros países onde o veículo híbrido é comercializado.
Fonte: Folha de S. Paulo | http://www.folha.uol.com.br/
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Honda alerta que recall da Toyota pode afetar confiança no setor como um todo
Agência Estado
O diretor-financeiro da Honda Motor, Yoichi Hojo, alertou que o expressivo recall da Toyota pode ter um efeito em cadeia sobre todo o setor automotivo, prejudicando a confiança dos clientes na qualidade e segurança dos veículos. Hojo acrescentou que a montadora vai aumentar sua competitividade no mercado automotivo dos EUA com o lançamento de incentivos para reduzir o excesso de estoques de alguns modelos. O executivo reiterou a posição da companhia, de não traçar medidas específicas para roubar clientes da Toyota.
A General Motors lançou uma campanha de venda que dará US$ 1 mil para os clientes que trocarem os veículos da Toyota por seus carros. A Ford, por sua vez, lançou um programa para conquistar clientes da Honda e da Toyota. Já a Honda disse que continuará oferecendo medidas “ortodoxas”, como serviços de leasing e descontos habituais a quaisquer clientes, não apenas aos da Toyota.
As questões de qualidade da Toyota, segundo Hojo, poderão lançar uma dúvida sobre outras fabricantes. “Eu acho que devemos ver esse problema da Toyota de um ponto de vista mais amplo”, disse ele. “Se os clientes começarem a ter dúvidas sobre qualidade e segurança, isso seria um problema para todo o setor.”
Fonte: Agencia estado | www.aeinvestimentos.limao.com.br
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Carro movido a etanol pode ser mais econômico
Webtranspo
A Ricardo Systems e um grupo de empresas americanas de etanol, denominado Growth Energy, afirmam que um automóvel abastecido com etanol em vez de gasolina pode apresentar uma economia de combustível de até 30%, sem que tenha perda de potência ou desempenho.
Para comprovar a afirmação, as empresas anunciaram uma parceria para ressaltar as vantagens do etanol sobre outros combustíveis. Inicialmente, colocaram em prática um projeto que utilizará um motor de injeção direta de etanol, desenvolvido a partir de um motor V6 (seis cilindros) a gasolina, para equipar duas caminhonetes GMC Sierra 3500 HD, com peso de 2720 kg cada.
O objetivo da parceria é demonstrar o potencial do etanol como um combustível de alta octanagem e renovável, que diminui a dependência dos EUA em relação à gasolina importada.
“As pessoas se espantam com o desempenho e a economia que um motor de baixa cilindrada adquire ao rodar com um combustível renovável como o etanol. Queremos mostrar a performance satisfatória do veículo e o baixo consumo que pode alcançar utilizando etanol”, declarou Rod Beazley, diretor da Ricardo Systems.
Comprovadamente eficiente
Para Alfred Szwarc, consultor de emissões e tecnologia da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), as montadoras e empresas do setor automotivo já perceberam que as vantagens do etanol como combustível ultrapassam as questões econômicas e ambientais.
“O etanol possui mais octanagem, ou seja, pode ser submetido a uma taxa de compressão mais alta sem problemas de detonação (a famosa batida de pino que pode causar danos no motor). Importante frisar que maior compressão significa mais eficiência do motor”, observou.
Os dois veículos equipados com o motor de injeção direta de etanol demonstrarão que a combustão do etanol permitirá a redução do tamanho do motor em 50%, mantendo ainda uma economia de combustível, baixas emissões de C02 e excelente custo-benefício.
Fonte: Webtranpo | www.webtranspo.com.br
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Petrobras prevê investir R$ 4,5 bilhões na Amazônia até 2014
Valor Econômico
A Petrobras prevê investir na Amazônia R$ 4,55 bilhões entre 2010 e 2014. Desse valor, R$ 2,19 bilhões serão no desenvolvimento da produção, o que inclui o início dos investimentos para extrair gás em Juruá, a construção do gasoduto Juruá-Araracanga-Urucu e mais uma Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) para tratar o gás produzido naquele polo, também da bacia do rio Solimões.
Além do incremento de produção de gás, a estatal vai destinar R$ 1,56 bilhão à exploração de oito blocos na região nesse período. No momento, a companhia está fazendo pesquisa sísmica em cinco blocos na bacia do Solimões concedidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), ao mesmo tempo em que se volta para a bacia do Amazonas, onde adquiriu três concessões. Sua sócia nessa bacia é a portuguesa Petrogal, subsidiária da Galp Energia.
Os blocos na bacia do Amazonas, onde é operadora, estão em processo de obtenção da licença ambiental para começar a pesquisa sísmica. A região fica no leste do Amazonas, distante 200 quilômetros de Manaus. Nessa bacia já tem os campos Azulão e Japiim, descobertos antes. Luis Ferradans Mato, gerente geral de Exploração e Produção da Petrobras na Amazônia, diz que a empresa está negociando com a Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) um contrato de comercialização do gás na região para viabilizar o projeto de gás.
A Petrobras fechou dezembro com produção média de 52,3 mil barris diários de petróleo de alta qualidade em Urucu – 47º na escala do American Petroleum Institute (API), ante a média de 18º API do óleo pesado da bacia de Campos. Além do óleo, extraiu 10 milhões de metros cúbicos de gás natural e 1,33 mil toneladas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). As reservas da companhia na Amazônia, de 52,8 bilhões de metros cúbicos de gás, ficam em segundo lugar no país, atrás apenas do Rio de Janeiro. Isso porque a estatal ainda não contabiliza as descobertas nos campos gigantes no pré-sal da bacia de Santos, que ainda não tiveram declaração de comercialidade na ANP, agência reguladora do setor.
Um dos objetivos da empresa é manter Urucu produzindo no nível pouco acima de 50 mil barris dia de óleo. Com maior recuperação no polo de tratamento do material extraído na unidade de beneficiamento Arara , poderá chegar a 56 mil ao dia, informou Ferradans. Na região, faz pesquisa sísmica em cinco blocos exploratórios concedidos pela ANP.
Para a companhia, realizar atividades de exploração de petróleo e gás numa região como a Amazônia, com alto nível de exigência de proteção ao meio ambiente e ás comunidades locais, é um grande desafio.
Para evitar a ocupação populacional na base Geólogo Pedro de Moura, em Urucu, a unidade do complexo, com 350 km quadrados, foi completamente isolada. Ali não foram construídas estradas, somente acessos. Só se chega através de dois portos da Petrobras no rio Urucu ou pelo aeroporto próprio. Urucu tem 110 km de estradas, dos quais 71 são pavimentados com material que pode ser retirado da floresta quando a produção ali se esgotar.
Os equipamentos para Urucu foram levados de balsa, helicóptero e avião. Para abrir espaços na mata muitas vezes foi necessária a ajuda de oficiais do Exército. Para perfurar o primeiro poço em Urucu, os equipamentos foram levados de balsa pelo rio e depois foram necessários 350 voos de helicópteros para levar todas as partes da sonda.
Os 1.600 funcionários da Petrobras que trabalham em Urucu seguem o mesmo regime dos “embarcados” em plataformas no mar. Ficam 24 dias trabalhando 12 horas por dia no regime de revezamento, descansando 21. Os terceirizados fazem 14 por 14. Só chegam e saem de em aviões ou em helicópteros. Se as condições do tempo estiverem ruins, são utilizados barcos. A cidade mais próxima, Carauari, fica a 170 km. Coari, município em que está a área, está a 280 km.
A chegada da Petrobras trouxe dinheiro para a região. A estatal já é a maior contribuinte do ICMS no Estado do Amazonas, tendo pago R$ 813 milhões em 2009, o que corresponde a 17% da arrecadação total daquele estado.
O impacto na pequena Coari, com 67 mil habitantes segundo estimativa do IBGE, é impressionante. Ela ocupa o 10º lugar entre os municípios brasileiros que mais recebem royalties pela produção de petróleo e gás, em uma lista liderada por Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, a campeã de arrecadação por conta da bacia de Campos. Considerando apenas os royalties pagos pela produção dos campos em terra, Coari é a primeira da lista, com quase R$ 39,8 milhões arrecadados em 2009. Desbancou tradicionais produtores, como Carmópolis (SE), Guamaré (RN) e Madre de Deus (BA).
Fonte: Valor Economico | www.valoronline.com.br
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Toyota fará recall de 400 mil híbridos no mundo todo
Folha de S. Paulo/EFE
O presidente da Toyota, Akio Toyoda, anunciou que cerca de 400 mil veículos híbridos da marca passarão por recall no mundo todo, entre eles a última geração de seu modelo Prius, devido a uma possível falha nos freios.
Em entrevista coletiva em Tóquio, Toyoda explicou que os detalhes desse plano serão anunciados ao final desta terça-feira.
Cerca de 400 mil veículos híbridos da Toyota passarão por recall no mundo todo, entre eles a última geração de seu modelo Prius
A Toyota anunciou que os modelos afetados são a última geração do Prius, o sedã Sai, o Lexus HS250h e o Prius Plug-in, todos eles modelos híbridos, que combinam motor elétrico e a gasolina, e cujos sistemas de freios são similares.
A montadora japonesa disse em comunicado que os consertos começarão na quarta-feira no Japão, onde 223.068 serão revisados, e se comprometeu a iniciar as medidas no resto dos mercados o mais rápido possível.
Além disso, a Toyota suspenderá as vendas no Japão do sedã Sai, lançado no fim de 2009, do Lexus HS250h e do Prius Plug-in.
As vendas dos modelos padrão da terceira geração do Prius não serão suspensas, já que as correções no software do sistema de freios já foram aplicadas a todos os modelos que saíram da fábrica desde o final de janeiro.
O recall do Prius se soma aos quase oito milhões de veículos Toyota que deverão passar por oficinas no mundo todo por possíveis problemas com a resposta do pedal do acelerador, que pode ficar travado.
O presidente da Toyota voltou hoje a pedir perdão aos motoristas, como fez na sexta-feira passada, assumiu sua responsabilidade no ocorrido e reafirmou seu compromisso com a “qualidade” dos produtos da montadora.
“Estou assumindo a liderança”, disse Toyoda, ao se comprometer a trabalhar conjuntamente com fornecedores e distribuidores de veículos, para “recuperar a confiança” e reafirmar a “qualidade” dos carros da Toyota.
Até o último dia 1º, 94 queixas tinham sido apresentadas ao Ministério dos Transportes japonês por causa da possível falha nos freios do Prius, que a Toyota atribui a um defeito do software e não a uma falha mecânica.
Mais de 100 reclamações foram apresentadas também nos Estados Unidos, e por isso veículos de imprensa dão como certo que haverá um recall do Prius em território americano.
O Prius se transformou no símbolo da aposta de Toyota pela tecnologia verde e seu mais recente sucesso de vendas. Desde que sua terceira geração chegou ao mercado, em maio passado, a empresa japonesa vendeu mais de 300 mil unidades em 60 países.
Fonte: Folha de S. Paulo | www.folha.uol.com.br
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Fit tem problema no vidro elétrico
Agência Auto Informe
Quem tem um Fit pode estar com problema no interruptor principal de comandos dos vidros elétricos. Por isso a Honda está convocando os proprietários deste carro com chassis de 4Z100001 a 8Z218918, ano de fabricação 2003 a 2008 para, a partir do dia 10 comparecerem em uma de suas concessionárias para colocar uma proteção adicional no interruptor.
O problema é que em alguns carros pode haver a penetração de umidade no interruptor, comprometendo o seu funcionamento. Em casos extremos pode até provocar um curto-circuito e risco de incêndio.
Mesmo sendo um reparo considerado muito simples, a Honda pede que os proprietários destes carros façam um agendamento prévio na concessionária. Esta campanha vai até o dia 10, de agosto e segundo a empresa deve ser feito o recall de 186.902 veículos.
Fonte: Agencia Auto Informe | www.autoinforme.com.br
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A Força Motivadora das Metas!
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Propaganda Honda Civic
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Frota de veículos cresce mais onde há menos dinheiro no país
Folha de S.Paulo
A crescente facilidade para financiar carros e, mais recentemente, os incentivos do governo falaram mais alto à população das capitais mais pobres do País, que lideraram o crescimento na frota de automóveis em 2009, durante a crise. A tomada das ruas nessas cidades preocupa especialistas, por faltar planejamento público e pelo fato de algumas já conviverem com congestionamentos.
Levantamento feito pela Folha mostra que em 10 das 15 capitais onde a frota cresceu acima da média entre 2008 e 2009 a renda per capita é inferior a R$ 14,5 mil reais, valor médio do Brasil. Os dados de expansão da frota são do Departamento Nacional de Trânsito e da renda per capita, do IBGE.
Durante o período, o governo manteve reduzido o IPI para carros novos. Benefício que será cortado no dia 31 de março.
As 15 capitais com aumento de frota superior à média estão fora do eixo Sul-Sudeste. Onze são do Norte ou Nordeste – que, com exceção de Manaus, são as que têm a pior renda.
Teresina, dona da pior renda per capita do País, R$ 8,3 mil, tem 10,6% mais carros do que tinha ao fim de 2008, ou 118,6 mil automóveis -um carro para cada seis pessoas.
A campeã em crescimento de frota na crise foi Porto Velho, com expansão de 15,7%. Hoje são 59,7 mil carros nas ruas da cidade, um para cada seis habitantes. A capital rondoniense tem a 10ª pior renda do País, R$ 11,7 mil. No Brasil, a frota cresceu 7,7% e chegou a 34,5 milhões de carros, dois para cada onze habitantes.
Dona da terceira maior renda per capita do País -R$ 29,4 mil- São Paulo absorveu 5,2% mais carros em 2009, segundo o Denatran. São mais 223 mil carros -ou duas frotas de Vitória- disputando espaço.
Segunda em renda, com R$ 41 mil por pessoa, Brasília tem 7,9% mais carros circulando do que há um ano, passando de 798 mil para 861 mil veículos.
O fenômeno de crescimento da frota em capitais pobres começou faz cinco anos. Desde então, a tendência é ainda mais forte. No crescimento de renda acumulado desde 2004, treze cidades cresciam mais do que a média nacional. Nove tinham renda abaixo da média.
Trânsito como rotina
A facilidade crescente de financiamento nos últimos anos, e a ascensão da classe C ao consumo – definição, segundo o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas para famílias com renda entre R$ 1.064 e R$ 4.591 – favorecem a chegada dos carros.
“Esse interior também foi beneficiado pela renda que vem da agroindústria nos últimos anos”, complementa Marco Aurélio Cabral, professor de história econômica do Brasil do Ibmec-Rio. “O problema é que, com raras exceções, essas cidades não estão preparadas para ter mais carros em suas ruas”.
De fato, os congestionamentos cada vez mais fazem parte da rotina dessas cidades, diz o professor da Fundação Dom Cabral Paulo Resende, especializado em transporte público. “Em Porto Velho, vivi instantes que lembrava São Paulo.”
Cabral defende uma maior flexibilização dos orçamentos públicos no caso de projetos para planejamento urbano. “Ainda há tempo de planejar e fazer obras integradas”, diz.
Para Resende, porém, há um problema mais grave a ser contornado. “Os gestores públicos da maioria dessas cidades não estão preparados para pensar na questão.”
Fonte: Folha de S. Paulo | www.folha.uol.com.br
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Peugeot planeja lançar seu modelo de bicicletas elétricas no País neste ano
Valor Econômico
A Peugeot estuda lançar bicicletas elétricas no Brasil no final deste ano. O primeiro modelo da montadora começou a ser vendido na França em dezembro e outro lançamento já está previsto para setembro, segundo o diretor comercial Michael Expert.
“Houve uma transformação em relação ao uso da bicicleta. Ela não é mais apenas um acessório de lazer e passou a ser considerada um meio de transporte, um conceito que já existe há muito tempo nos países nórdicos”, observa Expert.
Na França, o uso da bicicleta acompanha a evolução do número de ciclovias nos grandes centros urbanos. Em Paris, por exemplo, já existem quase 400 quilômetros de ciclovias e a prefeitura prevê construir mais 200 até 2013. A cidade de São Paulo tem menos de 20 quilômetros de ciclovias fora de parques. O plano de metas do prefeito Gilberto Kassab prevê a criação de 100 quilômetros de vias para bicicletas até 2012.
Na França, um modelo como o da Peugeot, considerado de luxo, custa cerca de € 2,9 mil. Já os da marca Matra, tida como “a Ferrari” desse tipo de bicicleta, podem custar até € 5 mil. Mas as bicicletas elétricas se popularizam no país e podem ser encontradas até mesmo em hipermercados, como Carrefour, com preços entre € 200 e € 500.
A Tecnofast, a empresa do Rio Grande do Sul que importa o modelo chinês com a marca Ecobike, vendeu 2 mil unidades em 2009 e deve dobrar o volume este ano, segundo o sócio da companhia, Vitor Brock. A Ecobike pode ser comprada em sites como Lojas Americanas e Submarino a preços entre R$ 2,4 mil e R$ 2,8 mil. O veículo atinge 25 quilômetros por hora e a bateria, carregada na tomada depois de cinco a oito horas, alcança autonomia de até 40 km. “Imaginamos que seria um produto de lazer para classes mais altas; mas é a classe C que a está comprando para transporte”, diz Brock.
A Felisa, modelo da Porto Seguro, é vendida por R$ 2,9 mil (clientes da seguradora têm desconto). A ideia surgiu com a lei que restringiu a circulação de caminhões em São Paulo, que obrigou a seguradora a reduzir o uso dos guinchos. Ao perceber que a maior parte das ocorrências de socorro aos carros se relacionava a baterias descarregadas, a empresa começou a enviar os mecânicos em bicicletas tradicionais.
Porém, a decisão de mudar para as elétricas trouxe alívio a ex-guincheiros que até emagreceram ao circular pela cidade em duas rodas. “Não pensamos na motocicleta porque preferimos uma solução ecológica”, diz a gerente de marketing, Tanyse Marconato. Ela própria usa uma Felisa nos fins de semana e afirma que “virou atração”. A executiva ainda não se arriscou, porém, a percorrer em duas rodas sete quilômetros até o trabalho.
Na França, para estimular a compra de bicicletas elétricas, a prefeitura de Paris criou um bônus que reembolsa 25% do valor do modelo (o teto do incentivo é de € 400). Há estudos para ampliar o benefício para todo o País.
Também na França, as bicicletas com motor elétrico da Peugeot poderão ser alugadas em concessionárias da marca, inclusive em outras capitais europeias ainda neste semestre. Carros, motos e acessórios serão incluídos no serviço, que funcionará por meio de cartão pré-pago, semelhante ao dos telefones celulares.
Fonte: Valor Economico | www.valoronline.com.br
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Indústria paulista cresce pelo sexto mês seguido
Diário do Grande ABC
O setor industrial paulista registrou recuperação pelo sexto mês seguido, de acordo com nova pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada ontem.
O levantamento aponta alta de 0,6% na produção das fabricantes no Estado em dezembro frente a novembro. No acumulado dos últimos seis meses, o incremento é de 10,2%.
O desempenho mensal destoa do observado em todo o País, em que houve queda de 0,3% no último mês do ano.
A retomada da atividade fabril no Estado, segundo o economista do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), Rogério César de Souza, reflete o cenário de melhora da economia, de forma geral em São Paulo, depois do impacto da crise financeira global, a partir do final de 2008 e início de 2009.
Isso também é observado pelos dados de dezembro em relação a igual mês de 2008. Por esse comparativo, as fábricas paulistas registram atividade 20,8% maior, com crescimento em 17 de 20 segmentos pesquisados. Os destaques foram a produção de veículos (alta de 121,1%), máquinas e equipamentos (27,5%) e borracha e plástico (55,8%).
O economista André Macedo, do IBGE, cita que a base de comparação é muito fraca, já que, no fim de 2008, auge da crise, muitas empresas (caso de fabricantes de autopeças e montadoras) paralisaram parte da produção e anteciparam as férias coletivas dos funcionários.
Macedo acrescenta que os incentivos fiscais, ao longo de 2009, contribuíram para estimular a fabricação de automóveis, eletrodomésticos e bens de capital (máquinas e equipamentos).
De acordo com o IBGE, “os sinais de recuperação ao longo de 2009 também ficam evidenciados na comparação do trimestre contra trimestre imediatamente anterior, em que o índice para o período de outubro a dezembro avançou 5%, acelerando o ritmo de crescimento ante os resultados do segundo (3,7%) e terceiro trimestres (4,4%)”.
No ano
Nos números consolidados de 2009, a atividade industrial em São Paulo ainda é menor (8,4%) do que a do ano anterior. A queda é mais expressiva do que a observada em todo o País (7,4%).
Na avaliação de Souza, regiões como Norte e Nordeste e Estados como o Rio de Janeiro se saíram melhor e ajudaram a amenizar o índice nacional, por fatores diversos. Nos dois primeiros casos, isso refletiria políticas de transferência de renda, como o programa Bolsa Família, e no Rio, a expansão na produção de petróleo.
“Em São Paulo, a queda foi maior, em termos proporcionais (no acumulado do ano), mas olhando a tendência, na margem (ou seja, nos últimos meses), o Estado é que está puxando”, afirmou o economista do Iedi.
Ele projeta que neste ano o setor industrial deverá alcançar crescimento de 8,5% em relação a 2009. Souza calcula ainda que no primeiro semestre o indicador acumulado de 12 meses já deverá ficar positivo.
Fonte: Diário do Grande ABC | www.dgabc.com.br
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Fenabrave faz errata de suas estatísticas
Automotive Business
A Fenabrave- Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores publicou nova versão de seu balanço referente a janeiro, corrigindo a participação das montadoras no mercado.
Em relação ao segmento de automóveis, a Fenabrave havia apontado a Volkswagen com líder no segmento, com 23,28% de market share. A informação retificada, no entanto, traz a Fiat na primeira posição, com 23,11% de participação, seguida pela GM (22,89%) e pela Volks (21,14%).
Em comerciais leves, a tabela refeita mostra a Fiat em primeiro (19,49%), seguida pela GM (18,14%) e pela Volkswagen (12,75%). Já em caminhões, a Volks (MAN Latin America) aparece em primeiro (31,03%). Na segunda posição está a Mercedes-Benz (25,95%).
A nova versão do balanço já está disponível no portal da Fenabrave – www.fenabrave.com.br.
Fonte: Automotive Business | www.automotivebusiness.com.br
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Carro zero sobe 0,4% em janeiro
Diário do Grande ABC/AE
A despeito das notícias dando conta que montadoras de veículos reduziram os preços de alguns de seus modelos, na prática, para o consumidor final, eles subiram em média 0,4% em janeiro. É o que constatou pesquisa realizada pela Auto Informe (Agência de Informação do Automóvel), com números da Molicar – empresa de pesquisas e publicação de preços de veículos nos principais centros econômicos do Brasil.
Segundo o levantamento, a Ford lançou o EcoSport 2011 com preços até R$ 3.000 mais baixos, a Fiat incluiu AirBag e freios ABS em toda a linha Adventure, e o preço aumentou R$ 8.000. Outras empresas também baixaram o preço oficial dos seus carros, como a Nissan e a Kia. Mas isso não resultará em menores valores para o consumidor em 2010, afirma o estudo. A explicação dada pelos responsáveis pela pesquisa é a de que o movimento de redução atinge os chamados preços oficiais e não os preços na ponta do varejo.
“Trata-se apenas de uma adaptação da tabela, que estava com número bem acima dos praticados no mercado”, segundo o levantamento. O resultado do primeiro estudo no ano mostra que enquanto os preços oficiais caem, os preços praticados sobem. E neste caso, o aumento foi de 0,4%, em média, só em janeiro, o quarto desde outubro de 2008.
A elevação em janeiro, no entanto, foi alavancada por poucas marcas. Apenas dez registraram aumento de preços, enquanto as outras 32 tiveram queda no mês.
De acordo com a Auto Informe, o smart e o Míni Cooper, que comercializam menos de 100 unidades mensais no Brasil, tiveram os maiores aumentos em janeiro. Os preços do smart subiram 7,15% e o Míni Cooper 3,68%. Mas foi o aumento dos carros da Volks – pelo alto volume de vendas – que mais afetou o valor médio no mês. Os modelos da marca tiveram aumento de 2,24% em janeiro. Os carros da Hyundai subiram bem acima da média, 2,16%, e também contribuíram para o aumento de 0, 4% do carro zero em janeiro. Fonte: Diário do Grande ABC | www.dgabc.com.br
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Fiat anuncia que começou o ano na liderança
Interpress Motor
A Fiat anuncia que iniciou o ano de novo na liderança do mercado brasileiro, com 45.210 unidades emplacadas, o que significa uma participação de 22,4% do total de automóveis e veículos comerciais leves registrados no período. Só em janeiro, em relação ao mesmo mês de 2009, o crescimento de vendas foi de 4,4%.
Segundo dados do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), as vendas no mês foram superiores tanto na contagem dos automóveis emplacados no mês (36.980 unidades, com 22,8% do total) quanto no número de veículos comerciais leves (8.230 unidades, com 20,8% de participação).
Na soma a vantagem obtida sobre a segunda colocada, que foi a Chevrolet, chega a 1.096 veículos. Os dados foram divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
Fonte: Interpress Motor | www.uol.com.br
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Ducati vence duelo em Interlagos contra Ferrari por 1 segundo
Folha de S. Paulo
Interlagos estava vazio. Nenhum “tifosi” gritava na arquibancada. A tarde escaldante da última quinta-feira guardava um duelo inédito e exclusivo no país: Ferrari versus Ducati.
Dois ícones italianos da esportividade e do design. Sonho de consumo é lugar-comum. Ninguém, porém, poderia prever o que aconteceria nas 15 curvas dos 4.309 km do autódromo José Carlos Pace.
Daniel Serra, piloto da GT3 com uma Ferrari F430, chega de mansinho ao box 6. Nem parecia que, minutos depois, ele colocaria o capacete azul e prata para acelerar forte a California pela primeira vez.
“Não faço ideia do tempo que ela pode virar”, avisa Serrinha, como é conhecido no paddock.
No box ao lado, Marcelo Camargo, instrutor do curso Alex Barros Riding School, já traja o macacão de motovelocidade. Sua única exigência: 30 libras no pneu dianteiro e 33 no traseiro da Ducati 1198, desejada por dez entre dez pilotos.
Os engenheiros do Instituto Mauá de Tecnologia já preparam a telemetria para os dois bólidos entrarem na pista.
Serra vira a chave vermelha da Ferrari amarela e o estouro do motor 4.3 V8 de 460 cv toma conta do autódromo. Não há mais olhos para a Ducati. Todos ficam hipnotizados pelo som grave que sai pelos quatro escapamentos da California. Contado, ninguém acredita…
Ela vara os primeiros metros numa sinfonia ímpar e, na troca para segunda, outro estrondo anuncia: o show vai começar.
A Ferrari desce a reta oposta trocando as marchas numa velocidade impressionante. Coisa de Fórmula 1 e dos câmbios de dupla embreagem de verdade.
A prudência -e não o juízo- recomenda que a primeira volta seja tranquila. Serra não se aguenta e já contorna as próximas curvas sob o cantarolar dos pneus traseiros 285/40 R19.
Atrás, a Ducati também aquece o composto Pirelli Diablo Supercorsa para uma segunda volta sem perdão dos freios de cerâmica (Ferrari) e das pinças Brembo (Ducati).
A 1198 chega ao “S” do Senna a 243 km/h de velocidade real -o velocímetro digital acusa mais de 260 km/h.
Peso-potência de F-1
À vera, a Ferrari não passa de 221 km/h, mas freia com mais eficiência e segurança -e tira a diferença no meio da “chicane”.
Na saída da curva do Sol, a Ducati abre novamente até o Lago. E de novo a California freia tarde e faz a aproximação de curva calcada no freio ABS.
As quatro rodas também superam as duas no Laranjinha, traiçoeiro para as motos.
Na entrada do miolo, o único motor dianteiro da Ferrari faz o bólido escorregar de frente. Nada como uma cutucada no acelerador para a tração traseira botar ordem na casa.
Vem Pinheirinho, Bico de Pato e Mergulho -e a Ferrari ainda está à frente, mas seguida bem de perto pela Ducati e seu motor bicilíndrico em “L” de 170 cv. Com apenas 171 kg, dá uma relação peso-potência de F-1 da década passada.
Ferrari e Ducati fazem a curva da Junção em segunda marcha e sobem o Café a toda. É aí que a história muda de figura…
Assista ao pega da Ferrari e da Ducati em Interlagos www.folha.com.br/100371
Peso extra pode ter atrapalhado a Ferrari Califórnia
Uma única curva decidiu o campeonato de Fórmula 1 de 2008. Essa mesma curva, a fatídica Junção, também mudou o resultado do duelo entre a Ferrari California e a Ducati 1198 no circuito de Interlagos.
A California ainda segue à frente quando elas começam a subir a longa curva que leva até a linha de chegada.
No painel, a Ferrari marca 140 km/h a quase 8.000 rpm. A Ducati, a 12.000 rpm, já beira os 170 km/h, e ficam lado a lado pouco antes dos boxes.
Como num golpe de mágica, a 1198 começa a abrir metros e mais metros da Ferrari sem pudor nem respeito à casa de Maranello, na Itália.
A Ducati bate a Ferrari. Por pouco, muito pouco, revela a telemetria minutos depois.
A California fez 1min58s250. Exato um segundo atrás da Ducati, que marcou 1min57s240. Para efeito de comparação, os carros da Stock Car rodam em cerca de 1min39s, e os da Fórmula 1, em 1min12s.
Tecnicamente, o resultado entre a Ferrari e a Ducati poderia ser considerado um empate, dizem os especialistas.
“Um lastro de 80 kg na Stock Car é a diferença entre andar em primeiro ou em último”, explica Daniel Serra, piloto da Stock Car e da GT3. Durante a volta cronometrada, este repórter de 85 kg era passageiro.
Serra também comenta sobre os controles de tração e de estabilidade, ajustados por um seletor no volante chamado de “manettino”. Há três estágios: conforto, esporte ou desligado.
O esporte, selecionado antes da volta, permite pequenas derrapagens na curva, mas reduz a injeção de gasolina assim que percebe os pneus traseiros perdendo atrito com o asfalto.
Na pista, essas saídas de traseira, às vezes, ajudam a ganhar tempo na saída de curva e, segundo o piloto da GT3, poderiam fazer a diferença também.
Já Marcelo Camargo, que pilotou a Ducati, comenta que ajustes finos da suspensão dianteira invertida Showa deixariam a moto mais rápida.
Caçula
“Na freada, a 1198 balança um pouco a traseira, que fica mais leve em função da transferência de peso para a bengala da frente. Com a suspensão dura, frearia melhor”, diz o piloto.
Na rabeta traseira, acima do escapamento duplo, a Ducati vem com uma entrada para mapear o software do motor “L2″ e alterar a curva de torque.
De qualquer forma, nem a 1198 nem a California são as mais esportivas das suas estirpes. A Ducati ainda tem outros três modelos mais nervosos: a 1198S, a 1198 R Corse e a Desmosedici RR, uma superesportiva de 200 cv e R$ 270 mil.
A Ducati testada foi a 1198, com 170 cv e preço reduzido em 7% -custa R$ 76,9 mil (a versão S custa R$ 13 mil a mais).
A Ferrari não faz por menos. Tem 458 Italia, 599 GTB, 612 Scaglietti. Todas mais caras, potentes e rápidas que ela.
Essa caçula tem outro apelo. Nasceu sob a inspiração da 250 California, de 1957, e quer conquistar clientes que buscam, acima de tudo, certo conforto.
Isso não falta. O cheiro forte do couro nos bancos e no painel não deixa dúvidas quanto ao acabamento. Pudera: pede-se R$ 1,3 milhão pela California azul, amarela ou vermelha.
Pensando bem, dá até para esquecer, por 1s, daquele bendito segundo perdido em Interlagos.
Fonte: Folha de S. Paulo | www.folha.uol.com.br
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Volvo acumula prejuízo de quase US$ 2 bilhões em 2009
Valor Econômico
A Volvo, cujas operações foram duramente prejudicadas pela crise, encerrou 2009 com um prejuízo líquido de 14,7 bilhões de coroas suecas (US$ 1,96 bilhão). No ano anterior, a empresa tinha registrado lucro líquido de 10 bilhões de coroas suecas.
A produtora de caminhões informou, em seu balanço divulgado nesta sexta-feira, que o prejuízo operacional somou 17 bilhões de coroas suecas, enquanto as vendas recuaram 28% no ano passado, totalizando 218,4 bilhões de coroas suecas.
Somente nos últimos três meses do ano, as vendas caíram 23% para 59,8 bilhões de coroas suecas, o que resultou em prejuízo líquido de 1,98 bilhão de coroas suecas no período, pior do que os 1,35 bilhões de coroas suecas registrados um ano antes.
O prejuízo operacional totalizou 2,3 bilhões. Segundo mostrou hoje a empresa, os resultados foram prejudicados por mais de 1,4 bilhão de coroas suecas em custos de reestruturação e demissões, bem como em depreciação de ativos.
“No quarto trimestre, a demanda permaneceu generalizadamente fraca em nossos principais mercados, apesar de que podemos ver sinais de recuperação em um crescente número de mercados”, afirmou o presidente executivo da Volvo, Leif Johansson.
Fonte: Valor Economico | www.valoronline.com.br
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Presidente da Toyota pede desculpas
O Estado de S. Paulo/The New York Times
O presidente da Toyota se desculpou, numa entrevista organizada às pressas ontem, pelos problemas de qualidade que ocasionaram o recall de mais de nove milhões de carros da empresa em vários países. Ele também prometeu que a montadora japonesa anunciaria em breve medidas para enfrentar os problemas com os freios do Prius 2010.
Akio Toyoda, neto do fundador da Toyota, fez suas primeiras considerações formais desde o início do rumoroso caso envolvendo sua empresa, a maior fabricante mundial de automóveis, e assumiu responsabilidade pessoal pelos problemas. “Lamento profundamente ter causado preocupações em tantas pessoas”, disse. “Faremos tudo que estiver ao nosso alcance para recuperar a confiança de nossos clientes.” Perguntado se a Toyota havia subestimado a situação, Toyoda disse: “Acredito que o que está acontecendo agora é um problema muito grande. Estamos numa crise.”
Toyoda também pediu desculpa aos acionistas pela queda do preço das ações da companhia – de cerca de 20% nas duas últimas semanas.
O executivo disse que um comitê seria criado para cuidar de questões de qualidade. Com seus comentários, ele se tornou o segundo presidente sucessivo da Toyota a se desculpar por defeitos em carros da companhia – e o segundo a montar um comitê para tratá-los.
Em 2006, seu antecessor, Katsuaki Watanabe, chocou os observadores com uma mesura profunda numa entrevista na qual prometeu que a Toyota melhoraria sua qualidade. Mas muitos carros envolvidos nos dois recalls recentes, um por pedais de acelerador que prendem e outro por tapetes de piso que poderiam enganchar nos pedais, continuaram oferecidos à venda após esse esforço.
Um dos carros hoje em questão é o híbrido Prius 2010, a mais nova versão do modelo mais importante da Toyota. A fabricante disse que estava trabalhando numa solução para resolver problemas com os freios antitravamento do carro, que foram redesenhados para o modelo 2010. A Toyota vendeu mais de 300 mil dos novos Prius no Japão, EUA e Europa desde que ele foi introduzido.
Toyoda está entre os mais conhecidos executivos do setor, mas esteve nitidamente ausente nas últimas semanas, apesar das dificuldades de sua companhia em três continentes para conter as consequências dos problemas que abalaram sua antiga reputação de qualidade. Até ontem, os únicos comentários públicos de Toyoda surgiram numa breve entrevista para uma emissora japonesa nos bastidores do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça.
Lentidão
A lentidão da Toyota para enfrentar seus problemas foi criticada por autoridades reguladoras nos Estados Unidos e no Japão. No começo da semana, o secretário americano dos Transportes, Ray LaHood, falou com Toyoda, após enviar funcionários de Washington ao Japão em dezembro.
“Os usuários estão notando defeitos e houve acidentes”, disse o ministro dos Transportes do Japão, Seiji Maehara, ontem, antes do pronunciamento de Toyoda. “Isso me leva a crer que a Toyota não colocou os consumidores em primeiro lugar.” Mas Toyoda disse que não foi esse o caso. “Eu vim aqui hoje porque não gostaria que nossos clientes passassem o fim de semana tentando imaginar se seus carros são seguros.” Ele não quis responder uma pergunta sobre se a companhia havia retido informações relacionadas a preocupações de segurança. “A Toyota está comprometida com segurança”, disse. E acrescentou num inglês arrevesado: “As pessoas que dirigem Toyota, que gostam da Toyota, estou um pouco preocupado enquanto elas estão guiando, elas se sentem um pouco cautelosas. Mas acreditem-me, o carro da Toyota é seguro, mas tentaremos melhorar ainda mais nosso produto.”
Em circunstâncias normais, o problema de frenagem do Prius provavelmente não seria suficientemente sério para provocar um recall, disse David Champion, diretor de testes automotivos da revista Consumer Reports. Mas com a quantidade de atenção negativa que cerca a Toyota, e com duas comissões da Câmara de Representantes dos EUA programando audiências este mês, a fabricante precisa mostrar que está fazendo tudo o que pode para mitigar os temores sobre seus veículos, disse Champion.
Perguntado sobre a razão para não estar comparecendo às audiências do Congresso, Toyoda disse: “Compareça quem comparecer pela Toyota, nós falamos com uma só voz.” Na coletiva à imprensa, Toyoda parecia muito nervoso, mas consciente do longo caminho pela frente. “A Toyota continua numa tempestade, mas acredito que traçamos nosso percurso”, disse. “Espero devolver a lucratividade à Toyota e contribuir para a revitalização do Japão.”
Fonte: O Estado de S. Paulo | www.estadao.com.br
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Termelétricas vão receber combustível limpo
Valor Econômico
A chegada do gás natural para as termelétricas de Manaus vai mudar a matriz energética do Amazonas, que apesar de ser banhado pela maior bacia hidrográfica do mundo, hoje tem o suprimento de energia garantido em sua maior parte por óleo combustível altamente poluente e óleo diesel. Juntas, essas usinas têm potência para gerar 1.500 MW. A conversão dessas térmicas para gás, abandonando o óleo, também vai ajudar a reduzir a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), subsídio pago por todos os clientes das concessionárias elétricas do País utilizado na compra do óleo usado para gerar energia no Norte. Para este ano, a Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou valor provisório de R$ 837 milhões para a CCC, só no primeiro trimestre. Nas contas da Petrobras, a economia é de US$ 1 milhão por dia.
Quem ganha também é o meio ambiente. A substituição do óleo pelo gás, segundo a estatal, vai permitir que, anualmente, 1,2 milhão de toneladas de gás carbônico deixem de ser liberadas na atmosfera. O benefício ambiental é grande, pois parte do gás de Urucu que não era reinjetado nos poços vinha sendo queimado na atmosfera no processo de produção de petróleo.
O presidente da Eletrobrás, empresa que faz a conversão das térmicas, José Antonio Muniz Lopes, afirmou que está correndo contra o tempo para concluir a tarefa nas sete térmicas até 30 de setembro. A partir dessa data a Petrobras não vai mais fornecer óleo combustível para termelétricas da região. “No momento, a carga de Manaus está muito alta e não podemos tirar as máquinas para fazer a conversão, que é um processo lento. Temos um compromisso com o presidente Lula de concluir até setembro”, disse.
Em Manaus serão quatro termelétricas da Amazonas Energia, subsidiária da Eletrobrás – Aparecida, Mauá (ambas com atendidas por ramais do gasoduto), Cidade Nova e São José. A lista inclui Electron, da Eletronorte. Juntas, as cinco têm capacidade de gerar 1.078 MW. Outras cinco usinas de produtores independentes acrescentam outros 422,8 MW.
A conversão das usinas anima produtores de equipamentos. A GE informou que assinou contrato com a Breitener Energética, produtora independente, para instalar 46 geradores a gás de baixa emissão, que vão gerar 120 MW. A Wärtsilä também informa que negocia turbinas para as térmicas Rio Amazonas, Manauara e Gera.
Caberá à Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) distribuir todo o gás oriundo de Urucu e, no futuro, de Juruá. Flávio Decat, diretor de distribuição da Eletrobrás, disse que a estatal também vai instalar pequenas máquinas geradoras nas cidades atendidas por ramais do gasoduto, permitindo o início da eletrificação rural na Amazônia. “É uma série de máquinas a cabo que chamamos de `jabuticaba´ ao longo do gasoduto”. A Petrobras construiu ramais em Coari, Codajás, Anori, Anamã, Caapiranga, Manacapuru e Iranduba, cidades que juntas têm 265 mil habitantes.
Em seis das sete cidades onde o projeto já está fechado (a exceção é Iranduba) serão gerados 68 MW por esse tipo de máquinas. A menor delas tem potência de 1,7 MW.
A atual capacidade do gasoduto permite transportar 4,5 milhões de metros cúbicos de gás ao dia. Até julho, com mais duas estações de compressão, ela sobe para 5,5 milhões de metros cúbicos. Esse volume é o que está previsto no contrato de suprimento firmado com a Cigás, por 20 anos. O restante do gás continuará a ser reinjetado nos campos de Urucu até que o mercado cresça. As térmicas vão ficar com quase 90% desse volume; o restante irá para o pólo industrial da Zona Franca de Manaus e outros consumidores. A Reman, refinaria de óleo da Petrobras em Manaus, já está consumindo 250 mil metros cúbicos de gás ao dia em suas caldeiras e fornos.
Fonte: Valor Economico | www.valoronline.com.br
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De olho no setor agroindustrial, Agrale expõe caminhões
Webtranspo
A Coopavel 2010, exposição que reúne as novas tecnologias desenvolvidas para o setor agroindustrial, será palco da divulgação dos produtos Agrale destinados a este mercado. A empresa levará ao evento – que acontece de 8 a 12 de fevereiro, em Cascavel (PR) – os caminhões 6000 E-mec e 8500 E-mec, recém-incluídos no Programa Mais Alimentos, e o Trator 5065.4 Compact. Além disso, será exposta a família de tratores da marca.
Segundo a companhia, os veículos visam atender a demanda do Programa Mais Alimentos oferecendo tecnologia de ponta para que os agricultores complementem suas atividades no campo.
Para a empresa, os modelos 6000 E-mec e 8500 E-mec, que fazem parte do programa, por exemplo, são ideais para a utilização em aplicações como escoamentos da produção de propriedades agrícolas de pequeno porte e podem ser adquiridos pelo agricultor familiar através desta linha de crédito especial.
Além disso, a Agrale levará ao evento seu modelo mais potente, o BX 6180. O equipamento, segundo a companhia, garante alta produtividade na lavoura com baixo consumo de combustível e pode ser usado em diferentes aplicações durante todo o ano. O veículo é destinado às culturas de grãos e à cana-de-açúcar, sendo ideal para médios e grandes produtores.
Fonte: Webtranpo | www.webtranspo.com.br
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Toyota planeja chamar para revisão o híbrido Prius no Japão
Folha de S.Paulo/EFE
O grupo Toyota planeja convocar para revisão no Japão o último modelo de seu veículo híbrido Prius e repará-lo de forma gratuita diante das queixas recebidas por possíveis problemas nos freios, informou hoje a agência Kyodo.
O grupo já comunicou esta decisão a seus distribuidores no Japão, embora por enquanto não fez o anúncio oficial aos usuários.
A agência acrescenta que a chamada para revisão afetará pelo menos 170 mil veículos no país. Durante os últimos oito meses, o Prius liderou a lista dos carros mais vendidos.
Está previsto que a Toyota transmita sua decisão ao ministério japonês de Infraestruturas e Transportes no começo desta semana antes de anunciá-la ao público, informa a Kyodo, que cita fontes ligadas ao assunto.
Megarecall
O presidente da montadora japonesa Toyota Motor, Akio Toyoda, se desculpou na sexta-feira pelo megarecall que a empresa anunciou no dia 21 de janeiro e atingiu cerca de 8,1 milhões de veículos – mais do que as vendas totais do grupo no ano passado.
Além das desculpas, ele prometeu formar um comitê especial, que ele mesmo chefiará, para cuidar do controle de qualidade da empresa.
Fazem parte do recall na Europa os modelos: Aygo, iQ, Yaris, Auris, Corolla, Verso, Avensis e RAV4. Nos EUA os modelos são: Avalon, Camry, Corolla, Highlander, Matrix, RAV4, Sequoia e Tundra.
Fonte: Folha de S. Paulo | www.folha.uol.com.br
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Recall do Honda Fit no Brasil atinge 186,9 mil carros
O Estado de S. Paulo/Jornal da Tarde
A Honda anunciou ontem que o recall mundial do Honda Fit, divulgado na semana passada, atinge 186,9 mil carros no Brasil. Os carros atingidos são os da primeira geração no País, fabricados entre 2003 e 2008 em Sumaré (SP). O problema é a possibilidade de entrar umidade no comando principal dos vidros elétricos. Isso pode comprometer o funcionamento normal, causando curto-circuito e até incêndio, em caso extremo.
Feita no Japão, a peça fica no apoio de braço da porta do motorista, onde estão os quatro botões dos vidros (dois dianteiros e dois traseiros). O componente não vai ser trocado. Apenas será colocada uma proteção plástica adicional, para reforçar a vedação. A Honda já está fazendo o agendamento para o serviço, que começa a ser realizado na quarta-feira. O tempo para o reparo gratuito é de aproximadamente uma hora.
Em nota oficial, a montadora estipulou 10 de agosto como prazo final para a realização do conserto. “Essa data e nada é a mesma coisa”, afirma o assistente da direção do Procon-SP, Renan Bueno Ferracioli. Segundo ele, existe um entendimento, entre todos os órgãos de defesa do consumidor, de que não deve haver prazo final para que se faça o conserto.
A convocação faz parte de uma ação mundial da marca, que engloba 646 mil unidades do Fit e do sedã City. Na América Latina, o total é de 229 mil unidades, que incluem os Fit vendidos em outros países da região. No exterior, o defeito é apontado como a causa de três incêndios, dois nos EUA e um na África do Sul. Neste caso, uma criança, que dormia dentro do carro, morreu.
Fonte: O Estado de S. Paulo | www.estadao.com.br
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Nos EUA as versões híbridas do Ford Fusion e Mercury Milan são convocadas para recall
Revista Car Magazine
A onda de recall continua atingindo diversos modelos e marcas. Desta vez, foi a Ford que anunciou que terá que convocar proprietários de dois modelos, Ford Fusion e Mercury Milan, para a atualização do sistema regenerativo dos freios.
De acordo com a montadora, cerca de 7,6 mil veículos, com fabricação entre outubro de 2009 e fevereiro de 2010, precisarão sofrer atualizações no software do sistema que possibilita que as baterias do veículo sejam recarregadas com a energia gerada pelos freios durante a frenagem.
A Ford confirmou que o Recall está sendo realizado por conta das reclamações dos proprietários do modelo, que tiveram uma sensação de que os freios não estavam eficientes, porém, a montadora confirmou que a capacidade de frenagem dos veículos não está comprometida e somente está providência já será o bastante para resolver os problemas apontados pelos donos insatisfeitos.
Fonte: Revista Car Magazine | http://carmagazine.uol.com.br
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Vendas de carros têm 2º melhor janeiro
O Estado de S. Paulo
As vendas de veículos no País somaram 213,3 mil unidades em janeiro. Trata-se do segundo melhor janeiro da história, atrás apenas do de 2008, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). As vendas no mês foram 8% maiores que as de janeiro de 2009. Em relação a dezembro de 2009, no entanto, houve recuo de 27,2%.
O presidente da Anfavea, Jackson Schneider, disse que essa queda já era esperada. “Sempre há uma queda nas vendas de dezembro para janeiro.” Segundo ele, nos últimos dez anos, a redução média de licenciamentos entre dezembro e janeiro foi de 28%. “Estamos dentro dessa média, portanto.”
Ele explica que, considerando a média diária de vendas, o resultado foi 9,8% superior ao de janeiro de 2008. Isso porque janeiro deste ano teve 20 dias úteis e o de 2008, 22. “Na verdade, tivemos o melhor mês de janeiro em termos de média diária de vendas.” No mês passado, foram vendidos em média 10.066 carros por dia no País.
A produção no mês foi de 243,4 mil veículos, queda de 3,7% ante dezembro e alta de 31,6% em comparação a janeiro de 2009.
A inadimplência ficou em 4,4% em dezembro de 2009, ante 4,6% em novembro, inferior à média dos demais bens (7,8%). De acordo com Schneider, foi o sexto mês consecutivo de queda. A taxa de juros média para financiamentos no setor em dezembro ficou em 18,4%, queda de 0,2 ponto porcentual ante novembro.
O estoque de veículos, somando indústrias e concessionárias, subiu de 26 dias em dezembro para 36 dias em janeiro. Na indústria, o estoque ficou em 57.352 veículos, o que corresponde a 8 dias. Nas concessionárias, 201.937 veículos, ou 28 dias. Para Schneider, a alta dos estoques mostra que as concessionárias se preparam para as vendas entre fim de fevereiro e março, por causa do fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os veículos flex. Segundo ele, a indústria já espera um ajuste nas vendas em abril e maio. “Deve haver uma acomodação do mercado.” O IPI que hoje está em 3% para carros flex retornará a 7% no dia 1º de abril.
Importados
A participação dos veículos importados nas vendas do País chegou a 20,1% em janeiro, a maior dos últimos dez anos. O número é bastante superior aos 17% que a Anfavea prevê para o fim do ano. E também maior do que as médias de 2009 (15,6%) e de 2008 (13,3%). Mas Schneider disse que ainda não é hora de rever a projeção. “Ainda estamos no primeiro mês do ano. Vamos aguardar.”
A Anfavea projeta alta de 11,5% nas exportações de carros. Em janeiro ante dezembro houve queda de 17% . Mas nos últimos dez anos, a queda média observada nesse período é de 24%. A forte alta das exportações em janeiro ante janeiro de 2009, de 65,9%, a mostra a recuperação de mercados consumidores dos veículos brasileiros, diz.
Fonte: O Estado de S. Paulo | www.estadao.com.br
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Produção e venda de caminhões são recorde
Agência Estado
A produção e as vendas de caminhões tiveram o melhor janeiro da história, informou hoje a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A indústria fabricou 11.633 caminhões no mês passado, ante 7.566 unidades em janeiro de 2009, alta de 53,7%. Na ponta de vendas, foram comercializados 9.739 caminhões em janeiro de 2010 ante 6.336 em janeiro de 2009, alta também de 53,7%.
Segundo o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, a retomada das vendas de caminhões começou em setembro e é resultado do crescimento da economia do País. “Estamos entrando em um novo patamar de vendas que varia entre 9 e 10 mil unidades por mês”, disse. “A venda de um automóvel é muito puxada pela emoção e as montadoras trabalham com isso na publicidade. Já o caminhão é uma venda muito técnica, que só ocorre se houver frete para pagar o caminhão”, explicou.
Fonte: Agencia estado | www.aeinvestimentos.limao.com.br
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Montadoras aumentam estoques e se preparam para fim do corte no IPI
Folha de S. Paulo
Diante da perspectiva do fim do benefício fiscal dado pelo governo para a aquisição de veículos, que ocorrerá em março, o setor automotivo aumentou seus estoques em 38% em janeiro.
De acordo com os dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), divulgados nesta quinta-feira, os veículos disponíveis para venda no mês passado seriam suficientes para 36 dias de comercialização, contra 26 em dezembro.
“Nós vemos aí uma precaução para as maiores vendas com o fim do (corte no) IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Há uma expectativa de aumento nas vendas para o fim de fevereiro e começo de março”, disse o presidente da Anfavea, Jackson Schneider.
A venda de veículos começou a sentir os efeitos da crise em outubro de 2008 e, em dezembro do mesmo ano, o governo anunciou o corte do IPI sobre veículos para estimular a venda no mercado interno. O benefício, renovado ao longo de 2009, termina no dia 31 de março.
Schneider admitiu que o fim do corte no IPI deverá ter um impacto sobre as vendas do setor a partir de abril. “É claro que vai ter um efeito quando os preços retornarem em abril, por mais compensações que possam ocorrer. Mas não sei dizer o tamanho do impacto”, disse.
A Anfavea prevê para este ano um aumento de 8,2% nas vendas, chegando 3,4 milhões de unidades comercializadas. De acordo com o presidente da entidade, essas previsões já consideram o fim do estímulo fiscal, mas só deverão se concretizar se as condições da economia do País permanecerem as mesmas até o final do ano. Entre essas condições, Schneider citou o aumento da renda da população, o forte crescimento do PIB, a manutenção dos juros nos atuais patamares e a continuidade do aumento da oferta de crédito.
Mesmo com a precaução tomada pelas montadoras para evitar gargalos antes do final do corte no IPI, Schneider recomendou aos consumidores que antecipem suas compras. “Recomendo para aqueles que queiram comprar ou trocar seu veículo que façam esse movimento o mais rápido possível, porque pode ser que, pela grande procura, ocorram gargalos na disponibilidade de alguns modelos ou cores específicas”, explicou.
Fonte: Folha de S. Paulo | www.folha.uol.com.br
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