Valor Econômico
Um ambiente econômico altamente favorável aliado ao crédito farto no mercado de carros zero-quilômetro levou a Fiat a um lucro líquido de R$ 1,666 bilhão em 2007. É mais do que o dobro do resultado do ano anterior, que registrou um ganho de R$ 803 milhões.
A Fiat é uma das poucas montadoras que publica os resultados financeiros no país. Seu balanço serve para mostrar o vigor do setor automotivo numa trajetória de sucessivos recordes de produção e vendas no mercado doméstico.
Fabricante de veículos que mais vende no Brasil, a divisão de automóveis do grupo Fiat registrou no ano passado uma receita líquida de R$ 17,115 bilhões, o que representa um crescimento de 39,5% em comparação com o resultado de 2006.
A empresa apurou um lucro antes do Imposto de Renda e da contribuição social de R$ 2,519 bilhões, 116,8% mais do que o registrado no balanço do ano anterior.
A montadora italiana alcançou o maior aumento de vendas no Brasil em 2007 - 31,9%. No mesmo período, o mercado total cresceu 27,7%. Em seu balanço financeiro, a empresa informa ainda ter elevado os preços dos produtos exportados em 7,76% como forma de compensar a redução de margens provocada pela valorização do real. Dessa forma, a receita bruta com exportações passou de R$ 1,926 bilhão em 2006 para R$ 2,205 bilhões no ano passado. O volume de vendas ao exterior aumentou em 10,4% em 2007, num total de 105,9 mil veículos.
A empresa fez investimentos para expandir a atividade. Em 2007, o volume de recursos aplicados somou R$ 443,3 milhões. Desse total, R$ 274,4 milhões foram destinados ao desenvolvimento de novos produtos.
Dona de 25,4% do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves, a Fiat conseguiu no ano passado aumentar a sua fatia nesse mercado em 0,5 ponto percentual, com a venda total de 607,5 mil unidades.
A montadora encerrou o ano passado com 3.891 empregados a mais do que em 2006, num total de 15,5 mil trabalhadores.
A Fiat se prepara agora para continuar acompanhando a expansão das vendas de veículos. O grupo anunciou recentemente um investimento de R$ 5 bilhões. Esses recursos serão usados na fábrica de automóveis e também em outras unidades, como as que produzem máquinas rodoviárias, caminhões, autopeças e fundição.
Fonte: Valor Econômico. www.valoreconomico.com.br