Postado por: jbtecidos | 28, Março, 2008

Bosch amplia exportação à China

Gazeta Mercantil

A Robert Bosch vai aplicar neste ano mais € 15,7 milhões na fábrica de Curitiba. A quantia é um complemento aos investimentos de € 60 milhões anunciados pela companhia no período de 2005 a 2006 para colocar em operação nova linha de injetores diesel. “Agora vamos ampliar a capacidade de produção para exportar componentes de injetor para a China”, disse José Mauro Pelosi, presidente regional da divisão de sistema diesel da Bosch na América Latina. Os chineses receberão o corpo do injetor de combustível.

De 1,1 milhão de injetores diesel que a unidade paranaense produzirá neste ano - utilizando a capacidade máxima da fábrica - 100 mil unidades serão destinadas ao mercado chinês. “A competência tecnológica local tanto da Bosch quanto dos seus fornecedores, mais a qualidade do produto e o custo competitivo ajudaram a filial brasileira ser escolhida pela matriz para exportar componentes”, disse Pelosi.

A fábrica de Curitiba, que comemora 30 anos este ano, está trabalhando a plena capacidade em três turnos - em algumas linhas o ritmo de trabalho é cumprido com revezamento de quatro turmas, inclusive aos domingos. Ao todo trabalham 4.500 funcionários, mas novos empregados já estão sendo contratados e, até o final de maio serão mais 4.600 pessoas. Nesta unidade a Bosch fabrica oito linhas diferentes de produtos e exporta 55% da produção para os Estados Unidos e Alemanha.

Para ser competitiva com os chineses, a Bosch mantém firme seu programa de redução de custos e de combate ao desperdício. “Nesses dois anos produzimos sistemas injetores com índice zero de defeito”, disse Pelosi. “Aumentamos em 12% a produtividade em 2006 e em 18% em 2007 e, neste período reduzimos o custo fixo em 21%”.

Considerado um dos produtos mais modernos da linha de sistemas diesel da Bosch, a terceira geração de injetores fabricada em Curitiba tem alto valor agregado e obedece às novas normas de emissões de poluentes. A Bosch já produz essa categoria nos Estados Unidos, Alemanha, Japão e China.

Apesar do câmbio favorável às importações, a empresa não tem planos de ampliar o volume de compras de fornecedores fora do País. “Importamos em alguns casos peças especiais que não tem fabricação local. A orientação é nacionalizar, já que a base de 80 fornecedores é muito forte no País”, disse Pelosi.

A expectativa da Bosch é que o faturamento neste ano atinja R$ 1,4 bilhão, quantia igual a 2007.

Fonte: Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 3, (Sonia Moraes ) | www.gazetamercantil.com.br

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