Postado por: jbtecidos | 22, Abril, 2008

Honeywell investe em gente e produtividade

Gazeta Mercantil

Apesar das restrições na cadeia de suprimento - principalmente do setor de fundição -, a Honeywell, fabricante de turbocompressores para caminhões e ônibus admite ser possível atender a grande demanda do mercado de caminhões. “Já investimos US$ 2 milhões em 2006 para ampliar a capacidade da fábrica de Guarulhos (SP) e estamos planejando aplicar igual quantia em 2009″, disse José Rubens Vicari, diretor-geral da para a América do Sul.

“O investimento maior agora será em capacitação de pessoas e em atividades de kaizen para ter uma produção enxuta e maior produtividade, pois a empresa já tem um processo de produção bastante automatizado e moderno, equivalente ao que a companhia tem no exterior”, disse Vicari.

Na Honeywell o volume de encomendas das montadoras para o primeiro semestre já está 17% superior ao mesmo período de 2007. “Estamos acelerando a produção. Temos dois turnos no setor de usinagem e estamos estudando implantar o terceiro turno na linha de montagem no segundo semestre”, disse Vicari. “Mas o que preocupa são as restrições do setor de fundição, que está no limite da capacidade e entregando os produtos com até 20 dias de atraso”, reclama o diretor da empresa.

Apesar de não ter recebido revisão de pedidos das montadoras, a expectativa de Vicari, é que o segundo semestre não tenha um ritmo “alucinante” de produção de caminhões. “O ânimo dos empresários pode mudar em razão do aumento das taxas de juros anunciada pelo governo”. Ainda assim, o crescimento da empresa neste ano deverá situar-se entre 10% a 12% sobre 2007. “As perdas das exportações para o mercado de reposição na Europa, por causa do dólar baixo, estão sendo compensadas pelo bom desempenho da América do Sul. A Argentina, Chile, Peru e Colômbia estão com atividades industriais bastante forte e, além disso, o mercado brasileiro está com a demanda elevada”, comentou Vicari.

Por causa do dólar desvalorizado, a expectativa de Vicari é que a exportação seja 4% menor neste ano em relação a 2007. “De 2005 até hoje já perdemos US$ 5 milhões com exportações para a China, que tem preço mais competitivo que o Brasil”, afirma o diretor.

Fonte: Gazeta Mercantil/Sonia Moraes | www.gazetamercantil.com.br

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