Postado por: jbtecidos | 2, Maio, 2008

General Motors lucra US$ 517 milhões na região que engloba o Brasil

Gazeta Mercantil

A região LAAM (que engloba América Latina, África e Oriente Médio) mais uma vez garantiu um desempenho positivo à General Motors, ao registrar no primeiro trimestre deste ano lucro líquido de US$ 517 milhões. “É um número recorde para a região LAAM e o Brasil teve uma participação significativa. A companhia mais do que dobrou o resultado em relação ao primeiro trimestre de 2007″, disse Jaime Ardila, presidente da General Motors do Brasil e Mercosul. Na região LAAM, a GM vem registrando lucratividade há quatro anos.

Ardila atribuiu o bom resultado do primeiro trimestre de 2008 na região LAAM a dois fatores. O primeiro se refere ao próprio fortalecimento da economia dos países da região e o segundo à presença forte da marca nestes mercados, onde a GM tem a liderança com 17,5% de participação.

“Somos líder no Chile e segundo colocado na Argentina. No Brasil, onde estamos em terceiro lugar, a GM teve bom desempenho, com crescimento de 36% nas vendas no primeiro trimestre”, destacou o presidente Ardila.

Ele comentou que, apesar do prejuízo de US$ 600 milhões registrado na América do Norte no primeiro trimestre, no resultado geral a corporação teve lucro global de US$ 126 milhões com as atividades do setor automotivo. “A companhia também teve ganho na Europa e Ásia Pacífico”, destacou.

Sobre o prejuízo líquido global de US$ 3,25 bilhões registrados pela corporação no primeiro trimestre, ante um ganho de US$ 62 milhões no ano anterior, Ardila disse que a perda foi decorrente das hipotecas imobiliárias de quase US$ 600 milhões nos EUA.

“A empresa também teve que fazer ajustes contábeis para nova valorização da divisão financeira, a GMAC, e ainda cumprir as obrigações trabalhistas da sua ex-subsidiária Delphi”, comentou.

Segundo comunicado, a General Motors teve um encargo de US$ 1,45 bilhão relacionado a seu investimento remanescente na companhia financeira, a GMAC, e encargo de US$ 731 milhões por exposição da empresa à fornecedora de autopeças e a ex-subsidiária Delphi.

No global, a receita da empresa caiu para US$ 42,7 bilhões comparada a um faturamento anterior de US$ 43,4 bilhões. Excluindo os itens excepcionais, a General Motors teve um prejuízo no primeiro trimestre de US$ 350 milhões - 0,62 dólar por ação.

O vice-presidente financeiro da montadora, Ray Young, disse a analistas que houve subestimação à força das vendas da General Motors em mercados emergentes e ao progresso que o grupo tem conseguido em termos de redução de custos na América do Norte. “Os números não parecem muito bons, mas quando você realmente os analisa, sinto que o primeiro trimestre foi muito encorajador”, disse Young.

As vendas globais da General Motors no primeiro trimestre caíram quase 1%, para 2,25 milhões de veículos, ficando atrás da japonesa Toyota Motor, que obteve aumento de quase 3%, para 2,41 milhões de unidades.

Força que vem do BRIC

A General Motors tem se concentrado em elevar as vendas nos chamados países BRIC: Brasil, Rússia, Índia e China. A montadora ampliou o volume na China em 7,4% no trimestre e na região da latino-americana em 20%, incluindo avanço de 36% no Brasil, graças às vendas do Chevrolet Celta. “A maioria dos analistas está subestimando a força de nossas operações no exterior”, reforçou Young.

A GM informou ainda que prevê recuperação do mercado americano no segundo semestre. “O segundo trimestre provavelmente também será difícil para o setor”, disse Young.

A montadora reduziu sua previsão de vendas totais de veículos nos EUA em 2008 para 15 milhões de unidades, incluindo picapes médias e pesadas. A estimativa anterior era de 16 milhões.

A GM vai reduzir a produção em 138 mil unidades de carros e veículos esportivos utilitários em quatro fábricas nos EUA e no Canadá este ano em meio aos preços recordes de gasolina.

O diretor de operações, Fritz Henderson, disse numa teleconferência na quarta-feira que as reduções devem ser permanentes em antecipação ao prolongado declínio na procura por picapes de grande porte, como o modelo GMC Sierra. Em contraste, os novos modelos como o sedã Chevrolet Malibu e o Sedan outlook acumulam alta de 17% neste ano.

Rick Wagoner, CEO mundial da montadora não tem conseguido completar uma proposta para tirar a Delphi, fabricante de autopeças que a GM cindiu em 1999, do processo de recuperação judicial. A montadora gastou US$ 7,5 bilhões para sustentar a Delphi desde outubro de 2005, quando entrou em concordata.

Fonte: Gazeta Mercantil/Sonia Moraes | www.gazetamercantil.com.br

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