Diário do Grande ABC
Os trabalhadores da General Motors do Brasil já iniciaram as negociações sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Na unidade de São José dos Campos, o valor a ser reivindicado foi aprovado em assembléia pela categoria e será de R$ 8.000. Em São Caetano, a classe ainda está negociando com a empresa as metas para este ano.
Ambos os sindicatos querem negociar para que a primeira parcela seja paga em maio, como ocorreu no ano passado. As entidades também querem que a GM reveja as metas de produção.
Segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Vivaldo Moreira Araújo, a empresa quer bater a marca mínima de 435 mil veículos fabricados neste ano, com possibilidade de chegar até 478 mil, contabilizando apenas os resultados das plantas paulistas.
“É muito alto. Mesmo com o terceiro turno de São Caetano - que começou a operar esta semana - não se chega nessa produção. É preciso contratar gente e abrir um segundo turno em São José para ter a possibilidade de chegar na meta mínima”, afirma Araújo.
O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Francisco Nunes Rodrigues, conta que a entidade também está negociando as metas. “Estamos tentando baixar, pois ainda é preciso ver as questões de qualidade e absenteísmo, pois todas contam na negociação da PLR. Até a próxima semana devemos ter o valor do abono”, explica.
Apesar da entidade do Grande ABC estar acompanhando as negociações da outra planta paulista, a discussão sobre o abono está sendo feita individual por unidade.
A General Motors Corporation, principal montadora de automóveis dos Estados Unidos, anunciou ontem um prejuízo preliminar de US$ 3,3 bilhões no primeiro trimestre deste ano e alegou como causas a fragilidade da indústria local e custos especiais.
Fonte: Diário do Grande ABC/Luciele Velluto | www.dgabc.com.br
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