Gazeta Mercantil
Ao custo de R$ 26 milhões, a Pioneer inaugurou em Manaus sua nova fábrica para produção de equipamentos de som automotivo. Há cinco anos no Brasil, a empresa atuava numa área de 6 mil metros quadrados alugada. Com as novas instalações de 40 mil metros quadrados - 13 mil metros quadrados de área construída -, a empresa de origem japonesa pretende alavanca a produção e atingir neste ano a marca de 1 milhão de aparelhos.
Esta produção vai ajudar a empresa, que está na liderança do mercado nacional com 33% de market share, a solidificar sua imagem e atender pedidos da indústria e o varejo, desde o pequeno comerciante às grandes redes. Também vai ajudar a empresa a combater o contrabando vindo do Paraguai.
Por incrível que possa parecer, um dos grandes concorrentes da Pioneer no mercado doméstico é a própria Pioneer. Cerca de 600 mil unidades de aparelhos da marca entram no País via Paraguai, comprados, principalmente, no Panamá, onde a multinacional japonesa também atua.
“Com escala no mercado interno, vamos tirar a vantagem do produto contrabandeado, que sai mais barato por não pagar os impostos no Brasil”, afirmou Pedro Hiraishi, gerente-geral da fábrica da Pioneer em Manaus. “E por isso que decidimos construir uma unidade com técnicas modernas de produção”.
Durante a inauguração da fábrica, sexta-feira passada em Manaus, o presidente mundial da Pioneer, Tamihiko Sudo, disse que a empresa japonesa hesitou em construir uma fábrica no Brasil em razão das oscilações econômicas que o País vivia no início da década. “Ao contrário da preocupação do início, estamos certos que demos um passo seguro para o fortalecimento da marca no Brasil”, afirmou.
De acordo com Sudo, a Pioneer Corparation é líder não só no Brasil, mas também no mundo na fabricação de produtos eletrônicos de áudio e vídeo para o mercado automotivo e residencial. A empresa diz deter 33% do market share mundial, empregando 38 mil pessoas em 101 unidades em vários países.
No Brasil, a empresa emprega 500 pessoas e espera criar 200 novos empregos até o final do ano. No ano passado seu faturamento no País foi de R$ 180 milhões. Este ano deve atingir R$ 200 milhões. Há cinco anos vem tendo um crescimento de produção na casa de 20%.
A empresa estima um mercado hoje de 5 milhões de unidades no Brasil. A maior parte abastece a frota de carros novos, estimada este ano em 3 milhões de unidades. Sony, Kenwood, JVC, Alpine, Panasonic, Siemens VDO e Visteon disputam o mercado oficial. Estima-se que o contrabando seja responsável pela colocação de 2 milhões de unidades de sons automotivos no Brasil anualmente, principalmente para o pequeno varejo e centros como a Galeria Pajé, em São Paulo.
Toda a produção da Pioneer deixa Manaus por avião - já que é um aparelho de baixo peso e alto valor agregado. Segundo o presidente da fábrica da Pioneer brasileira, Shunichi Fukashiro, em cinco dias o produto, após deixar a fábrica, chega em qualquer localidade do Brasil. A Varig Log dá suporte ao porta-a-porta.
Apesar dos custos de transporte, os incentivos dados pela Zona Franca de Manaus garantem 5% à Pioneer em relação ao mesmo produto produzido, por exemplo, na região Sudeste.
Atualmente, a fábrica conta na linha de produção com 18 modelos de aparelhos - que têm renovação anual. A empresa estuda ampliar a fábrica com a produção de TVs de plasma e sons residenciais. Atualmente, o Brasil representa 13% do faturamento mundial na linha de som automotivo.
Fonte: Gazeta Mercantil/Wagner Oliveira | www.gazetamercantil.com.br
Postado em Mercado Automotivo | Etiquetas: Mercado Automotivo