Posted by: jbtecidos | 21, Maio, 2008

Marcopolo estuda nova fábrica no exterior

Valor Econômico

Ao mesmo tempo em que trabalha na consolidação das novas unidades na Rússia e na Índia, em associação com a Ruspromauto e a Tata Motors, respectivamente, a Marcopolo já se prepara para instalar mais uma fábrica no exterior. O anúncio será feito no segundo semestre e a operação ficará em um mercado no qual a fabricante de carrocerias de ônibus ainda não atua, disse ontem o diretor geral José Rubens de la Rosa.

Com sede em Caxias do Sul (RS), a Marcopolo tem fábricas no México, Colômbia (com a colombiana Superbus), África do Sul e Portugal, além de 33% da argentina Metalpar desde o fim de 2007. De la Rosa descartou a China devido às “complexidades” do mercado local, onde a empresa pretende instalar ainda este ano um centro de manufatura de componentes e conjuntos para abastecer suas operações globais.

Conforme o executivo, a Marcopolo espera que o novo investimento seja beneficiado pelo fundo soberano que o governo federal está preparando para, entre outras medidas, apoiar projetos de empresas brasileiras no exterior. “Temos a expectativa de juntar uma coisa com a outra”, comentou.

A nova fábrica também será constituída em regime de “joint venture” e será desvinculada das exportações de carrocerias desmontadas do Brasil, nos mesmos moldes da unidade da Índia, que deve ser inaugurada em outubro. “As fábricas serão cada vez mais autônomas”, explicou De la Rosa. Segundo ele, com o aumento das compras locais e do suprimento global de componentes, a companhia conseguirá, no médio prazo, anular os impactos das oscilações cambiais sobre o desempenho.

Na Rússia, a Marcopolo começou a operar em 2007 e prevê produção de 550 unidades e faturamento de US$ 48 milhões neste ano, divididos meio a meio com o sócio local, informou De la Rosa. Até 2012, a projeção é chegar a 2,1 mil ônibus e a uma receita de US$ 183 milhões no país.

No mesmo período, na Índia, onde a participação da empresa é de 49%, o faturamento deve crescer de US$ 40 milhões para US$ 360 milhões e a produção, de 3,4 mil para 27 mil unidades. Lá as operações iniciaram em outubro de 2007 em instalações da Tata para atender a uma encomenda de 500 veículos pela prefeitura de Nova Dehli, mas neste pacote a Marcopolo opera como prestadora de serviços e não contabiliza os volumes produzidos.

Segundo De la Rosa, a inauguração da fábrica definitiva na Índia e o crescimento do mercado interno brasileiro foram os fatores que levaram à revisão das estimativas de produção consolidada neste ano de 20 mil para 21 mil unidades, ante 17,8 mil em 2007. A projeção de receita líquida consolidada subiu de R$ 2,3 bilhões para R$ 2,4 bilhões, diante dos R$ 2,1 bilhões do ano passado.

Ontem a Comil, fabricante de carrocerias com sede em Erechim (RS), anunciou o lançamento de dois novos modelos, um rodoviário e um microônibus. Segundo o gerente de marketing e vendas, Henésio Stumpf, a empresa prevê alta superior a 15% na produção física deste ano em comparação com as 2,6 mil unidades de 2007 e um crescimento de 10% a 15% na receita bruta sobre os R$ 195 milhões apurados no exercício passado. As exportações, voltadas principalmente para a América Latina, respondem por 20% do faturamento.

Fonte: Valor Econômico | www.valoreconomico.com.br

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