Gazeta Mercantil
O grupo PSA Peugeot Citroën tentará atingir entre 2010 e 2012 a marca de 500 mil veículos para o Mercosul. A meta de 300 mil unidades prevista para a região em 2010, já será alcançada no final deste ano. Puxado pelo Brasil, o grupo francês apresenta crescimento frenético de vendas. Só no primeiro quadrimestre deste ano, ampliou a comercialização de seus carros em 50%, enquanto o mercado subiu 34% no mesmo período. “Antecipamos metas, porém não é suficiente”, afirmou Vincent Rambaud, presidente do grupo para o Brasil e Mercosul. “Queremos prosseguir com a trajetória de crescimento rentável e lucrativa”, disse.
Desde o início do ano, o grupo francês investe US$ 500 milhões para ampliar as suas fábricas, no Brasil e Argentina. Em três turnos de produção, a unidade de Porto Real (RJ) passa por um processo de reestruturação para atender o crescimento do mercado sul-americano. Como a planta argentina, a fábrica do interior fluminense está no pico de produção com 150 mil unidades. Até 2010, a unidade no estado do Rio de Janeiro poderá quase dobrar sua produtividade.
O grupo lançou a produção industrial ontem do Peugeot 207, que chama de um novo modelo. O carro é uma adaptação da plataforma do 206 - que permanece em comercialização - com modificações estéticas e de acabamento. O hatchback começa a ser vendido a partir de agosto. A maior novidade deverá vir dois meses depois, com a apresentação do sedã compacto do 207, chamado de Passion, que disputará vendas com o Prisma, da General Motors.
A família 2007 ainda terá uma staton wagon, já que a atual Escapade será descontinuada. A empresa não divulgou o preço do novo hatch, mas o modelo deverá custar por volta dos R$ 30 mil - a versão de entrada. O hatch 206 deverá ter preço mais atrativo, para atrair novos clientes para marca.
O presidente mundial da Peugeot, Jean Philippe Collin, afirmou que o 207 vai ajudar a marca a atingir seus objetivos no Mercosul, que junto com China, Europa Oriental e Ásia é uma das regiões estratégicas para o grupo francês. “O desafio é acelerar nossas atividades a partir deste ano”, afirmou. Ele disse que o grupo se manteve focado no Brasil, apesar das oscilações do mercado após a implantação da fábrica em Porto Real na segunda metade dos anos 90. Afirmou ainda que confiança, tecnologia e paixão são o tripé da marca para continuar crescendo na região, que representa atualmente 7% das vendas totais do grupo - de 2 milhões de veículos ano passado.
O 207 que será vendido no Brasil não é o mesmo que é comercializado na Europa. Lá sim o carro é um veículo totalmente novo. A versão sul-americana foi criada por uma equipe encabeçada por engenheiros e designers brasileiros. A idéia era aproveitar a expertise nacional para agradar o consumidor local. O 207 tem 250 peças novas e mil modificadas em relação ao 206. A linha de montagem também passou por reestruturação para a nova família. A Peugeot espera vender 8 mil hatch por mês - 5 mil do 206 e 3 mil da versão 207.
Para a direção da Peugeot, o consumidor sul-americano não vai se sentir inferiorizado por ter um carro uma geração atrás do modelo europeu. “O custo é imperativo nesta questão”, afirmou o presidente da marca Peugeot no Brasil, Jean Philippe Collin. “Identificamos que o consumidor queria um produto diferente, que tivesse itens de carros maiores da marca, mas sem pagar a mais por isso. Então decidimos por um 207 nacional, que atendesse a essas expectativas”, afirmou.
Mais 5 modelos na região
O presidente da PSA no Mercosul e Brasil, Vincent Rambaud, afirmou que a empresa vai atualizar plataformas, se o consumidor brasileiro pagar por produtos mais novos. “Estamos aqui para atender as necessidades do mercado. O que ele quiser, nós oferecemos”, afirmou. Além do 207,o plano para a região prevê lançamento de mais cinco novos modelos para o Mercosul até 2010. No mundo, o grupo quer lançar mais 20 carros.
Fonte: Gazeta Mercantil/Wagner Oliveira | www.gazetamercantil.com.br
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