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A General Motors Corp., a maior montadora dos Estados Unidos “nem pensa” em falência, disse Rick Wagoner, seu principal executivo. “O fluxo de caixa da GM continuará `robusto` este ano, e a empresa conseguirá recorrer a dinheiro adicional, conforme o necessário”, disse Wagoner ontem em pronunciamento realizado na Câmara de Comércio de Dallas, nos Estados Unidos.
Um analista da Merrill Lynch & Co. disse no último dia 2 de julho que a General Motors precisaria levantar US$ 15 bilhões e que sua falência “não seria impossível” se as condições da economia norte-americana se agravassem. O comentário empurrou o valor das ações da GM para sua maior baixa do último período de 54 anos.
Projeto de longo prazo
“Quando coisas como essa acontecem, alguns dos críticos qualificam isso como o fim da indústria automobilística norte-americana tal como a conhecemos”, disse Wagoner, de 55 anos. “Estamos tomando medidas difíceis, mas necessárias para manter a General Motors competitiva no longo, longo prazo”, ressaltou o principal executivo da montadora.
Seus comentários poderão atenuar o receio dos investidores de que a montadora, sediada em Detroit, não dispõe dos recursos suficientes depois de três anos de prejuízos e de uma queda de 16% registrada nas vendas de automóveis de 2008 no país. Wagoner disse que a GM “tem muito dinheiro” para uma empresa de seu porte.
“Com a liquidez da General Montors, falar em falência é um exagero, portanto Wagoner está certo em desqualificar essa possibilidade”, disse Pete Hastings, analista de contratos de renda fixa do Morgan Keegan Co. de Memphis, no estado norte-americano de Tennessee. “A General Motors precisará de capital no final de 2009 ou no início de 2010, e muita coisa pode acontecer até lá.”
Dinheiro em caixa
A montadora norte-americana dispunha de US$ 24 bilhões em dinheiro em caixa e títulos comercializáveis, além de acesso a cerca de US$ 7 bilhões em empréstimos norte-americanos não-utilizados, segundo dados de 31 de março deste ano, o que significa pelo menos US$ 6 bilhões a mais do que considerava necessário durante a fase de queda das vendas nos EUA, disse em 13 de maio seu diretor financeiro, Ray Young, que esteve à frente da montadora no Brasil e levou a operação a lucratividade.
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