Postado por: jbtecidos | 16, Julho, 2008

Brasil continuará enviando recursos para matriz da GM, diz Ardila

Gazeta Mercantil

A General Motors do Brasil continuará enviando recursos para ajudar a matriz nos Estados Unidos dar continuidade ao programa de reestruturação na América do Norte, disse ontem Jaime Ardila, presidente da General Motors do Brasil e Mercosul. “De 2003 a 2005 a GM do Brasil já enviou mais de US$ 1 bilhão para a matriz nos Estados Unidos e tem condições de continuar ajudando a companhia, pois aqui no Brasil a empresa está numa situação muito sólida e tem liquidez suficiente para se manter auto-sustentável por muitos anos”, destacou Ardila.

Na opinião de Ardila, os próximos dois anos serão difíceis para a matriz nos Estados Unidos e as medidas adotadas pelo presidente, Rick Wagoner, de suspender o pagamento de dividendos para suas ações, cortar em 20% os gastos dos trabalhadores e vender os ativos para levantar US$ 15 bilhões nos próximos 18 meses, são suficientes para a companhia continuar sobrevivendo. “Além das mudanças nas linhas de produtos nos EUA, em razão da queda dramática nas vendas de picapes e SUVs grandes, será preciso também investir em tecnologia e buscar novas fontes de energia para substituir a gasolina e o Brasil já está contribuindo nesta área com o desenvolvimento da tecnologia do etanol”.

Ardila destacou também que, além da tecnologia flex fuel, o Brasil terá grande importância nas estratégias globais da General Motors com a grande competência da engenharia para o desenvolvimento de picapes e carros pequenos. Outros importantes centros de desenvolvimento da companhia estão instalados na China e na Coréia.

“O maior crescimento das vendas da General Motors será nos países emergentes”, prevê Ardila. No primeiro semestre 60% dos resultados globais da companhia vieram de fora dos Estados Unidos. Nos países emergentes que integram a região Brics - China, Rússia , Índia e Brasil - as vendas cresceram 24% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2007.

Expansão dos emergentes

“E a perspectiva para 2009 é que aumente para 65% a participação de outras regiões nos resultados globais. A empresa é líder de vendas na China, vendeu 200 mil carros na Rússia, tem potencial de crescimento na Índia e no Brasil está bem posicionada com volume de vendas que poderá chegar a 650 mil unidades neste ano”, disse Ardila.

“Isso assegura que os países emergentes terão liquidez para fazer os investimentos necessários. No Brasil, vamos renovar toda a linha de produtos até 2012″, destacou o presidente da empresa. Além da expansão na fábrica de São Caetano, no ABC paulista com a abertura do terceiro turno, da implantação do segundo turno em São José dos Campos, interior de São Paulo, da expansão do departamento de design, a General Motors do Brasil também anunciou a construção da fábrica de motores em Santa Catarina.

Enxugamento nos EUA

A GM disse ontem, por meio de comunicado, que os cortes de vagas e a eliminação do dividendo trimestral de US$ 0,25 ajudarão a reduzir as despesas operacionais anuais em US$ 10 bilhões. A empresa também pretende levantar de US$ 4 bilhões a US$ 7 bilhões por meio de vendas de ativos. “O aumento de recursos significa que a GM terá dinheiro suficiente para operar caso o mercado dos EUA recue para 14 milhões de carros e picapes”, disse Wagoner.

Fonte: Gazeta Mercantil/Sonia Moraes | www.gazetamercantil.com.br

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