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A Delphi obteve aprovação provisória de uma terceira extensão do empréstimo permitido pela lei de falências, marcando para 21 de maio o prazo para a empresa alcançar um acordo com a antiga controladora General Motors que a ajude a sair do processo de recuperação judicial.
O juiz Robert Drain, do tribunal de Falências de Manhattan, aprovou ontem a solicitação, numa base provisória. A audiência para a aprovação final está marcada para 21 de maio.
A Delphi, seus credores, a GM e a força-tarefa do Departamento do Tesouro tentam negociar um plano para ajudar a empresa, maior fornecedora de autopeças da GM, a sair do processo de recuperação judicial enquanto mantém a GM solvente e fora da concordata. A montadora com sede em Detroit relatou ontem perda de US$ 5,98 bilhões para o primeiro trimestre e informou que necessitará de mais US$ 2,6 bilhões de ajuda do governo em maio.
“Há uma quantidade significativa de atividade entre os acionistas”, disse John Butler Jr., advogado da Delphi do escritório Skadden Arps Slate Meagher & Flom, depois da audiência. “O propósito de todas essas emendas e o propósito dessa emenda é criar uma plataforma para as negociações”, disse Butler.
O acordo de empréstimo estabelece uma “data externa” de 2 de junho para os credores aceitarem qualquer acordo que a Delphi fechar com a GM, um dia após o prazo dado pelo presidente Barack Obama para a GM apresentar um plano de reestruturação, disse Butler. A GM recebeu US$ 13,4 bilhões em empréstimos do Departamento do Tesouro para não ir à falência, e o governo informa que tem o direito de barrar as contribuições adicionais da GM para a Delphi, sediada em Troy, Michigan. A GM informou, no mês passado, que propôs um acordo que permitirá a rápida resolução da concordata da Delphi, que foi rejeitada pelos credores da Delphi.
A Delphi também aceitou acrescentar uma seção no acordo de empréstimo informando que “continuará a explorar alternativas estratégicas para liquidar o processo de recuperação judicial”. A Delphi reembolsará US$ 45 milhões em empréstimos, assim como as comissões adicionais como parte da extensão de empréstimo, conforme a moção.
Butler disse que o relacionamento da Delphi com a Chrysler, que entrou com pedido de concordata na semana passada, no mesmo tribunal de Nova York, era “menos material” do que com outras grandes montadoras.
A Chrysler, que tenta vender a maior parte de seus ativos listado no processo de recuperação judicial para um grupo liderado pela Fiat, recebeu permissão, em 4 de maio, de pagar as fornecedoras por peças e serviços fornecidos antes de a montadora entrar com pedido de recuperação judicial. A Chrysler informou que deve US$ 1,71 bilhão para fornecedoras diretas de peças e US$ 600 milhões para fornecedoras indiretas, conforme documentos judiciais.
Drain também concedeu para a Delphi o direito de participar dos programas de alivio provisório para as fornecedoras oferecidos pelo governo.
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